A missão de JESUS

Escrito por César L. Pagani
Categoria: Resumo da Lição da Escola Sabatina Criado: Segunda, 18 Mai 2015 09:09

Lição 8 – 16 a 22 de abril de 2015

 

Verso para Memorizar

“O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lc 19:10).

César L. Pagani

            “Os anjos desejam que aprendamos que ‘o Filho do homem veio buscare salvar o perdido’.Lucas 19:10. Cristo não veio para salvar os bons e justos, mas os perdidos. Irmãos e irmãs, quando virdes alguém se desviando da verdade, e colocando em perigo sua esperança de salvação eterna, achegai-vos ao seu lado, e procurai ajudá-lo de todas as formas que puderdes. Perguntai-lhe a respeito de suas necessidades; orai com ele; trabalhai bondosa e pacientemente com ele; jamais desistais de ajudá-lo.” Refletindo a Cristo, p. 242.

            A Missão de Cristo envolvia uma multifária série de ações espirituais. Ele veio para salvar um planeta perdido e condenado, entregue ao poder do arquirrebelde. Cada indivíduo que habita este planeta ainda é objeto do mais terno cuidado do Salvador. Ele veio também para exterminar da Terra a maldição do pecado. Veio para representar clara e plenamente o caráter de Deus e desfazer os mentirosos argumentos do maligno, de que Deus é um déspota desprovido de justiça e amor.  Veio para trazer a verdade à luz mais plena. Veio para curar enfermidades mentais, físicas, morais e espirituais. Veio para restaurar a harmonia total no Universo. Veio para levar para os céus os novos moradores para ocuparem as mansões que lá estão ainda vagas.

“’Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.’João 3:16. Esse amor pelo homem, expresso na dádiva de Seu Filho unigênito, suscitou o mais intenso ódio da parte de Satanás, tanto para com o Doador como para com o Dom inestimável. Satanás representara o Pai para o mundo sob uma falsa luz, e por esse grande Dom foi demonstrado que suas representações eram inexatas, pois aí havia amor sem paralelo, provando que o homem devia ser redimido a um preço inimaginável. Satanás procurara obliterar a imagem de Deus no homem, a fim de que, ao olhar Deus para ele em sua desdita, em sua perversidade, em sua degradação, fosse induzido a abandoná-lo como irremediavelmente perdido. Mas o Senhor deu o Seu Filho unigênito para que o mais pecaminoso, o mais degradado, não precisasse perecer; porém, crendo em Jesus Cristo, pudesse ser recuperado, regenerado e restaurado à imagem de Deus, e ter assim a vida eterna.” The Signs of the Times, 20 de Novembro de 1893.  

DOMINGO

A OVELHA E A DRACMA PERDIDAS         

             “Imaginem que um de vocês tenha cem ovelhas e perca uma delas. Será que não vai deixar as noventa e nove no pasto para ir atrás da que se perdeu? E, quando a encontrar, ficará feliz da vida e a levará nos ombros de volta para casa. Vai até chamar os amigos e vizinhos e dizer: ‘Vamos comemorar! Encontrei a ovelha que eu havia perdido!’. Acreditem, há mais alegria no céu pela vida resgatada de um pecador que por noventa e nove pessoas que acham que não precisam de salvação.” (Lc 15:4-7 – A Mensagem).

“A parábola da ovelha perdida precisa ser posta como uma divisa em todas as habitações. O Pastor Divino deixa as noventa e nove e sai para o deserto, a fim de buscar aquela que se perdeu.

“Há mata espessa, há atoleiros e perigosas fendas nas rochas, e o Pastor sabe que, se a ovelha está em qualquer desses lugares, uma mão amiga tem de tirá-la. Quando Ele descobre a perdida, não a cumula de repreensões. Apenas Se alegra de havê-la achado com vida. Quando Ele ouve o balido à distância, enfrenta toda e qualquer dificuldade a fim de salvar a Sua ovelha, que se achava perdida. Com mão firme, mas gentil, ele afasta os urzes [arbustos] e a retira do atoleiro; ternamente a ergue aos ombros e a leva de volta ao redil. O Redentor, puro e sem pecado, conduz a pecadora, a impura.” Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, p. 771.

“Depois de dar a parábola da ovelha perdida, Cristo pronunciou outra, dizendo: ‘Qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar?’Lucas 15:8.

“No oriente, as casas dos pobres consistiam usualmente em um único quarto frequentemente sem janelas e escuro. O quarto raramente era varrido, e uma moeda quecaísse era facilmente coberta pelo pó e lixo. Para encontrá-la, mesmo durante o dia era preciso acender uma candeia e varrer a casa diligentemente.

“O dote de casamento da mulher comumente consistia em moedas que ela guardava cuidadosamente como seu maior tesouro, para transmitir às filhas. A perda de uma dessas moedas era considerada séria calamidade, e sua recuperação era causa de grande alegria, de que as vizinhas participavam prontamente.

“’E, achando-a’, disse Cristo, ‘convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei adracma. Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.’Lucas 15:9, 10.

“Essa parábola, como a anterior [a ovelha perdida], descreve a perda de alguma coisa que por diligente procura pode ser recobrada, e isto com grande alegria. As duas parábolas representam classes diversas. A ovelha perdidasabe que está perdida. Deixou o pastor e o rebanho, e não pode salvar-se por si. Representa os que reconhecem estar separados de Deus, e estão numa nuvem de perplexidades, em humilhação e muito tentados. A dracma perdidarepresenta os que estão perdidos em delitos e pecados, mas não estão conscientes de sua condição. Estão alienados de Deus, mas não o sabem. Sua vida está em perigo, porém estão disso inconscientes e descuidados.

“’Desgarrei-me como a ovelha perdida; busca o Teu servo, pois não me esqueci dos Teus mandamentos.’Salmos 119:176. Nesta parábola Cristo ensina que mesmo os que são indiferentes às reivindicações de Deus são objeto de Seu amor piedoso. Precisam ser procurados para serem reconduzidos a Deus.” Parábolas de Jesus, pp. 97, 98.

           

SEGUNDA

A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO – PARTE 1

            Quais as lições que nosso sapientíssimo Mestre colocou nessa parábola dramática? A primeira e mais saliente delas é sobre a conduta do Deus misericordioso para com aqueles que dEle se afastam rebelando-se. O Senhor sabe que somos apenas pó e cinza e se apieda daqueles que são tentados e enganados pelo astucioso inimigo.

            O filho pródigo foi criado num lar cristão. Nada se fala sobre sua mãe, mas do pai temos informação de que era justo, terno e amoroso. Ora, o primeiro problema que surge na parábola é de origem legal. Uma herança somente era concedida após o falecimento do testador e não inter vivos, isto é, uma transferência de bens entre o outorgante e o outorgado quando o primeiro ainda vive. Eram dois irmãos. Segundo as leis israelitas, o primogênito recebia porção dobrada e o restante era dividido entre os demais filhos. No caso da parábola, o irmão menor receberia, por direito, uma parte menor.

            O pródigo estava cansado de estar sob as regras da casa paterna. Queria ir para uma terra bem distante do lar. Como muitos jovens, ele achou que não poderia desfrutar sua mocidade sem plena liberdade, e essa não poderia ser gozada por causa das interdições naturais de um lar judaico. O que ele planejava era ter muito dinheiro e gastar com festas, mulheres e bebidas. Ele escolheu “viver dissolutamente”. A versão A Mensagem diz que ele era indisciplinado e esbanjador.   Ora, alguém dissoluto é depravado, devasso, libertino. Ele queria principalmente amor livre. EGW diz: “A fazenda que egoisticamente reclamara de seu pai, dissipou com meretrizes.” Parábolas de Jesus, p. 199, 2a ed.  

            Ele só foi para gastar, gastar, gastar. Não pensou num trabalho para conservar o patrimônio. Seu negócio era folgar, beber, promiscuir-se com o maior número de mulheres e alimentar os prazeres da carne.

            Quando a realidade se abateu sobre ele, despertou-se-lhe a consciência. Não mais ricos repastos, não mais vinhos finos, não mais diversões. Tudo isso custava dinheiro e ele não mais o possuía. Para não morrer de fome, empregou-se como pastor de porcos, um trabalho considerado como dentre os mais baixos para um judeu.

            Como seu patrão não lhe dava o que comer, nem mesmo a refeição de um trabalhador braçal, ele comia alfarrobas. O Dicionário da Bíblia de Almeida traz no verbete correspondente: “Vagem grande produzida pela alfarrobeira. Sua polpa, doce e nutritiva  é usada como alimento para animais. Os pobres a comiam.”

            Lembrou-se então da mesa farta da casa paterna. Seu estômago roía-lhe. Percebeu que havia arruinado sua vida por ser tão sem juízo. Ele pensou em voltar. Sabia que não tinha mais nenhuma herança na terra.

            Tomando coragem e pronto para fazer qualquer coisa; humilhado até o pó e arriscando-se a ser censurado pelo pai, repreendido asperamente por seu irmão e zombado pelos empregados, retornou. Sabendo que o pai o amava e consciente de que não poderia mais ocupar a posição anterior, submeteu-se a trabalhar como servo para ter um teto e comida.

            Retorno, confissão e arrependimento – “O filho resolve confessar sua culpa. Quer ir ter com o  pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra o Céu e perante ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho.’ Mas, mostrando como é limitada a sua concepção do amor do pai, acrescenta: ‘Faze-me como um dos teus trabalhadores.’Lucas 15:18, 19.

O jovem volta-se da manada de porcos e das bolotas, e dirige o olhar para casa. Tremente de fraqueza e abatido pela fome, põe-se a caminho com diligência. Não tem uma capa para ocultar suas vestes esfarrapadas; mas suamiséria venceu o orgulho e apressa-se a suplicar a posição de trabalhador, onde outrora estava como filho.

O jovem, alegre e despreocupado, quando abandonou a mansão paterna, pouco imaginou a dor e saudade deixadas no coração do pai. Quando dançava e folgava com os companheiros devassos, pouco meditava na sombra que caíra sobre a casa paterna. E agora, enquanto percorre o caminho de volta, com cansados e doloridos passos, não sabe que alguém aguarda a sua volta. Mas ‘quando ainda estava longe’ o pai distingue o vulto. O amor tem bons olhos. Nem o definhamento causado pelos anos de pecados pode ocultar o filho aos olhos do pai. ‘E se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço’ num abraço terno e amoroso.Lucas 15:20.” Parábolas de Jesus, pp. 103, 104.       

TERÇA

A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO – PARTE 2

            A versão Almeida Contemporânea diz que o moço “caiu em si”, isto é, despertou para a realidade. Quando a consciência adormece ou se enrijece perante os apelos amorosos do Espírito Santo, o homem comete as piores transgressões e não se dá conta disso. Paulo, quando sua consciência estava desperta para o ritualismo judaico e adormecida para a realidade de Cristo Redentor, achava estar fazendo um serviço para Deus ao perseguir,  maltratar e aprisionar os membros da “seita dos nazarenos”.

            A Escritura não mostra por quanto tempo o pródigo ficou mergulhado na miséria e humilhação, faminto, fétido, maltrapilho.  Porém, em Parábolas de Jesus, p. 104, encontramos a declaração de que sua vida dissoluta durou anos : “O amor tem bons olhos. Nem o definhamento causado pelos anos de pecados pode ocultar o filho aos olhos do pai.”

Falando do estado a que chegou o jovem, EGW escreveu: “Sufocando a consciência e aturdindo os sentimentos, achava-se feliz; porém agora, sem dinheiro, com fome não saciada, com o orgulho humilhado, a natureza moral atrofiada, a vontade enfraquecida e indigna de confiança, seus sentimentos mais nobres aparentemente mortos, é o mais miserável dos mortais.” Parábolas de Jesus, p. 102.

            Foi necessária uma situação extremamente drástica para que ele visse sua real condição. Por vezes, quando lida com corações endurecidos, Deus, em Sua infinita piedade e misericórdia, leva o pecador a estados trágicos para sacudi-lo de sua modorra (apatia). Manassés, o ímpiíssimo rei de Judá, depois de mais de 50 anos de desafios ao Céu e de transgressões repugnantes, precisou ser levado preso pelos assírios para Babilônia (2Cr 33:11) a fim de “cair em si”. Diz a Escritura que “Deus Se aplacou para com ele e ouviu a sua súplica...” (33:13). Assim é o Pai celeste, longânimo e benigno mesmo para com os aparentemente e realmente  mais improváveis de conversão.

            Assim como o pai da parábola, Deus nunca desiste do pecador, a menos que seja totalmente rejeitado. “O amor de Deus anela sempre aquele que dEle se afastou, e põe em operação influências para fazê-lo tornar à casa paterna. O filho pródigo, em sua miséria, voltou a si. O poder ilusório que Satanás sobre ele exercia, foi quebrado. Viu que o sofrimento era consequência de sua própria loucura, e disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai.’Lucas 15:17, 18. Miserável como era, o pródigo achou esperança na convicção do amor do pai. Era aquele amor que o estava impelindo para o lar. Assim, a certeza do amor de Deus é que move o pecador a voltar para Ele. ‘A benignidade de Deus te leva ao arrependi-mento.’Romanos 2:4. Uma cadeia dourada, a graça e compaixão do amor divino, é atada ao redor de toda pessoa em perigo. O Senhor declara: ‘Com amor eterno te amei; também com amorável benignidade te atraí.’Jeremias 31:3.” Parábolas de Jesus, p. 103.

            A atitude do filho mais velho quando soube da volta do irmão perdido, é semelhante à de muitos membros de igreja que desprezam alguém que, depois de anos fora do redil e do cometimento de terríveis pecados, volta para sua congregação a fim de retomar o caminho estreito. Ao invés de recebê-lo no amor de Cristo, disfarçam sua insatisfação e mantêm distância do arrependido.  Críticas, mais censuras e ruins suspeitas são dirigidas muitas vezes contra quem, enfrentando situações difíceis de reenquadramento na igreja, retorna para os braços do Redentor. Ainda bem que não são a maioria.  

QUARTA

            OPORTUNIDADES PERDIDAS

            A parábola do rico e Lázaro expressa bem o resultado das oportunidades perdidas (Lc 16:19-31). Cristo ensinou que esta vida é o único tempo de que dispomos para formarmos caráter celeste e prepararmo-nos para a eternidade. Não há outra chance. Um ditado popular búlgaro diz que você deve agarrar a oportunidade pela barba, pois de costas ela é careca.

            É importante ter-se presente de essa é apenas uma parábola. Segundo o professor, dicionarista e filólogo Antônio Houaiss, parábola é “narrativa alegórica que encerra um preceito religioso ou moral, especialmente as encontradas nos Evangelhos”. Como alegoria, ela não apresenta necessariamente uma realidade literal em todos os seus pontos, mas seu conteúdo é revestido de figuras de pensamentos ou conceitos para produzir reflexão.

“Nesta parábola Cristo Se acercava do povo no próprio terreno deles. A doutrina de um estado consciente de existência entre a morte e a ressurreição era mantida por muitos dos que ouviam as palavras de Cristo. O Salvador lhes conhecia as ideias e compôs Sua parábola de modo a inculcar verdades importantes em lugar dessas opiniões preconcebidas. Apresentou aos ouvintes um espelho em que se pudessem ver em sua verdadeira relação para com Deus. Usou a opinião predominante para exprimir a ideia de que desejava todos ficassem imbuídos, isto é, que nenhum homem é apreciado por suas posses; porque tudo que lhe pertence é unicamente emprestado por Deus. O mau emprego destas dádivas colocá-lo-á abaixo dos mais pobres e afligidos que amam a Deus, e nEle confiam.

“Cristo desejava que Seus ouvintes compreendessem a impossibilidade do homem assegurar-se a salvação da alma depois da morte. Abraão é apresentado como a responder: ‘Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá.’ Lc 16:25 e 26. Deste modo Cristo mostra a completa falta de esperança em aguardar uma segunda oportunidade. Esta vida é o único tempo dado ao homem para preparar-se para a eternidade.” Parábolas de Jesus, p. 136.

Personagens bíblicos que perderam oportunidades e fracassaram

Caim – Fora ensinado nos mesmos caminhos que seu irmão, mas preferiu seguir seu próprio entendimento e se perdeu.

Os antediluvianos – Deus lhes deu, através de Noé, 120 anos de oportunidades graciosas para que se arrependessem e salvassem. Eles deram de mão delas.

Esaú – O apóstolo Paulo o chama de “profano” (Hb 12:16), porque teve a mesma educação de Jacó, mas optou por viver longe de Deus.

Sodomitas e gomorritas – Através de Ló Deus testemunhou-lhes que Ele existia e era o Rei do Universo. Contudo, preferiram seguir suas baixas paixões e rejeitar as oportunidades dadas pelo Senhor.

O reino do Egito – Os egípcios foram avisados de que o Deus vivo libertaria Seu povo escravizado. Se eles resistissem às Suas ordens, seriam terrivelmente castigados. Nos tempos precedentes ao Êxodo, Deus lhes deu dez oportunidades de arrependimento antes de enviar-lhes pragas.

Judas – Contado entre os apóstolos, teve três anos e meio de oportunidades de tornar-se um filho de Deus e desfrutar a própria companhia do Deus encarnado. Lançou tudo fora por ganância, orgulho e vaidade.

Jerusalém contemporânea de Jesus – Dela está escrito: “...Não reconheceste a oportunidade da tua visitação.” (Lc 19:44).

Há muitos outros que poderíamos citar, porém, estes que apontamos já nos servem para refletir. A síntese desse ensino pode ser apresentada assim: “...Aproveitai as oportunidades.” (Cl 4:5). 

QUINTA

ESTAVA CEGO, MAS AGORA VEJO

            Bartimeu, um cego e mendigo de Jericó, aproveitou bem a única oportunidade que teve de encontro com Jesus. Ele resolveu ir para a beira da estrada e aguardar o tempo que fosse necessário para ver a Cristo. E foi um longo tempo (Ver Filhos e Filhas de Deus, p. 126. 

            Ouvindo o ruído de uma multidão que se aproximava, perguntou ansiosamente o que estava havendo. Disseram-lhe que Jesus Nazareno iria passar pelo local.  Não teve dúvidas; a despeito do alvoroço começou a gritar com toda a força de seus pulmões: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim.” (Lc 18:38).

            “Com a veemência de intenso desejo, ele exclama: ‘Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!’Marcos 10:47. Eles procuraram fazê-lo calar, porém ele clamava ainda com mais veemência: ‘Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” Marcos 10:48. Este apelo foi ouvido. Recompensada sua fé perseverante. Não somente foi restaurada a vista física, mas foram-lhe abertos os olhos do entendimento. Vê em Cristo o Redentor, e o Sol da justiça brilha em sua vida. Todos quantos sentem a própria necessidade de Cristo como o cego Bartimeu e são tão sinceros e decididos como ele foi, hão de, como ele, receber a bênção que anseiam.” Obra citada, idem.

            Esse acontecimento nos traz a lição sobre nutrir um desejo de fé. Certamente Bartimeu cria em Jesus como o Messias, pois O chamou de “Filho de Davi”. Um autor evangélico escreveu o seguinte: “Jesus foi intitulado de ‘Senhor, Filho de Davi’ várias vezes por pessoas que, pela fé, buscavam perdão ou cura. A mulher cuja filha estava sendo atormentada por um demônio (Mateus 15:22), os dois homens cegos à beira do caminho (Mateus 20:30) e o cego Bartimeu (Marcos 10:47) todos clamaram ao filho de Davi por ajuda. Os títulos de honra que Lhe deram declaravam a sua fé nEle. Chamá-lo de ‘Senhor’ expressava um sentimento da divindade, domínio e poder de Jesus e ao chamá-lo ‘Filho de Davi’, eles estavam professando que Ele era o Messias.” Got Questions?

Mesmo com muita gente contra ele, pedindo que silenciasse, sua fé não se dobrou ao clamor da multidão (Lc  18:39). Vemos aqui que há muitos de coração insensível que procuram impedir os perdidos de irem a Jesus. Mas, a exemplo do ex-cego, jamais devem desistir de Cristo, sejam quais forem os obstáculos. Podem ter certeza de que Jesus Se dirige a eles até o lugar em que se acham para satisfazer-lhes o desejo de alma.

A pergunta que Jesus lhe fez ao mandar que fossem buscá-lo e trazê-lo traduz a sempre presente boa vontade de Deus em atender ao pecador. Jesus sabia muito bem o que ia fazer e conhecia o anseio do pobre homem, mas lhe fez uma pergunta.  Ele procurava animar a fé de Bartimeu. Quando o homem viu que Cristo Se lhe tornara disponível, não teve dúvidas: “Senhor, que eu veja.” (Lc 18:41). Requeria algo que os homens não podiam fazer por ele. Só um milagre lhe restauraria a vista perdida. Ele creu que Jesus podia fazer isso. Sempre que pedimos algo a Cristo, devemos crer que Ele é capaz de fazê-lo, se isso for de Sua vontade e que está disposto sempre a atender orações.

Meditem sobre este espetacular incentivo que nosso Salvador nos dá através da pena de Sua serva: “Exponde continuamente ao Senhor vossas necessidades, alegrias, pesares, cuidados e temores. Não O podeis sobrecarregar; não O podeis fatigar. Aquele que conta os cabelos de vossa cabeça, não é indiferente as necessidades de Seus filhos. ‘Porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso.’Tiago 5:11. Seu coração amorável se comove ante as nossas tristezas, ante a nossa expressão delas. Levai-Lhe tudo quanto vos causa perplexidade. Coisa alguma é demasiado grande para Ele, pois sustém os mundos e rege o Universo. Nada do que de algum modo se relacione com a nossa paz é tão insignificante que o não observe. Não há em nossa vida nenhum capítulo demasiado obscuro para que o possa ler; perplexidade alguma por demais intrincada para que a possa resolver. Nenhuma calamidade poderá sobrevir ao mais humilde de Seus filhos, ansiedade alguma lhe atormentar a alma, nenhuma alegria possuí-lo, nenhuma prece sincera escapar-lhe dos lábios, sem que seja observada por nosso Pai celeste, ou sem que Lhe atraia o imediato interesse. Ele ‘sara os quebrantados de coração e liga-lhes as feridas’.Salmos 147:3. As relações entre Deus e cada pessoa são tão particulares e íntimas, como se não existisse nenhuma outra por quem Ele houvesse dado Seu bem-amado Filho.” Caminha a Cristo, p. 100.

Nossa cegueira espiritual pode ser tão bem curada quanto a cegueira física de Bartimeu. Devemos orar para que Jesus nos cure. Lembremo-nos de nossa condição laodiceana: “Não sabes que és... cego.”

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