Jesus, o Espírito Santo e a Oração

Escrito por César L. Pagani
Categoria: Resumo da Lição da Escola Sabatina Criado: Sábado, 02 Mai 2015 09:09

Lição 7 – 9 a 15 de abril de 2015

 

Verso para Memorizar

 

“Por isso, vos digo: Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe, o que busca encontra e a quem bate, abrir-se-lhe-á.” (Lc 11: 9, 10).  

 

César L. Pagani

            Antes de chegar oficialmente a Jesus, nosso Sumo Sacerdote divino-humano, nossas orações sempre passam pelo Espírito Santo. “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.” (Rm 8:26).

            Quantas vezes nossas orações expressam pedidos egoísticos? E o que ocorre? “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos prazeres.” (Tg 4:3). Mesmo quando pedimos coisas boas em si, não o fazemos de forma correta para redundarem em louvor a Deus e promover Seus interesses.

            O Espírito Santo corrige nossas petições, aperfeiçoa-as, enobrece-as, confere-lhes poder. Seu papel específico em nossas orações é “interceder por nós com gemidos inexprimíveis”. Assim nossas orações, que procederam de nós e plenas de imperfeições, chegam à presença de Cristo com o toque divino do Espírito e devidamente purificadas.  

“Deus nos concedeu Seu Espírito para que habite em nós, a fim de guiar-nos e dirigir nossa vida. O fato de termos o Espírito Santo demonstra que somos filhos de Deus. Sendo assim, podemos nos achegar a Ele rogando-Lhe que nos dê o que necessitamos, com a mesma confiança de uma criança que se dirige a seu pai. Não obstante essa certeza, nossos pensamentos são tão inferiores aos de Deus, como está distanciada a Terra em relação ao Céu (Is 55:8 e 9).

“Se nossos pensamentos são deficientes, nossa linguagem o será ainda mais. Sequer encontramos a maneira de descrever com propriedade nossos pequenos atos cotidianos. Porém, se somos filhos de Deus, temos em nós Seu próprio Representante, o qual nos auxilia nas fraquezas e é capaz de tomar as coisas divinas e no-las dar. Que maravilhosa confiança isso nos deveria dar ao orarmos a Deus, particularmente àqueles que menos facilidade têm para se expressar em palavras. Pouco importa se o vocabulário empregado por você for limitado, se você gaguejar, o mesmo se for mudo. Se orar a Deus no Espírito, você está seguro de receber tudo quanto necessita, e mesmo mais do que sabe pedir ou pensar.” Comentários de Romanos, Waggoner, p. 125.

DOMINGO

Jesus e o espírito santo 

            Jesus nos ensinou muitas coisas acerca do Espírito Santo. Especificamente nos disse que o Espírito é:

“Outro Consolador” ou Parakletos – “chamado, convocado a estar do lado de alguém, esp. convocado a ajudar alguém ; alguém que pleiteia a causa de outro diante de um juiz, intercessor, conselheiro de defesa, assistente legal, advogado; pessoa que pleiteia a causa de outro com alguém, intercessor [...];  no sentido mais amplo, ajudador, amparador, assistente, alguém que presta socorro.” Léxico de Strongs.

Depois de Sua ascensão, o Espírito Santo ocuparia o lugar de Cristo como Líder e Poderoso Ajudador da igreja. Ele levaria os discípulos a uma revelação mais ampla e profunda da verdade de Deus, dando-lhes poder divino para que se desempenhassem da missão, podendo pregar com poder convertedor, operar milagres, sinais e prodígios, imprimindo neles o caráter de Cristo e amparando-os no sofrimento das aflições de Jesus.

Nosso Senhor disse também que o Espírito estaria para sempre com Seus seguidores (Jo 14:16). Como o Mestre Supremo ficaria ocupado durante milênios no santuário celestial, realizando Sua obra expiatória, outro Mestre Supremo ensinaria todas as coisas aos cristãos e ainda trabalharia como despertador e ativador da memória dos crentes, para que se lembrassem de tudo quanto Cristo ensinou.

O Espírito dá testemunho de Cristo, porquanto é o Espírito da verdade e Cristo é essa verdade (Jo 15:26).

O Espírito é o concessor de poder sobrenatural a quem crê em Jesus: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” (At 1:8). “Por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo; de maneira que, desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico [região ao norte da Macedônia], tenho divulgado o evangelho de Cristo.” (Rm 15:19).

“Sua [de Cristo} constante oração por eles era que fossem santificados pela verdade; e Ele orou com segurança, sabendo que um decreto da parte do Todo-poderoso fora feito antes que o mundo tivesse vindo à existência. Sabia que o evangelho do reino devia ser pregado para testemunho a todas as nações; que a verdade fortalecida com a onipotência do Santo Espírito seria vitoriosa na batalha contra o mal, e que a bandeira sangrenta um dia haveria de tremular triunfante sobre Seus seguidores.” Atos dos Apóstolos, p. 11.

Ele daria dons espirituais à igreja para que a obra progredisse organizadamente e com tudo o que fosse preciso para alcançar o objetivo da Grande Comissão. Em 1Co 12:4, Paulo diz que os dons são diversos, mas o Espírito que os concede é o mesmo.

“A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso. Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar;  a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las.  Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.” (1Co 12:7-11).      

SEGUNDA

A vida de oração de Jesus

Orava de madrugada - Tendo-Se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava.”  Mc 1:35.

Orava depois de um exaustivo dia de trabalho – “E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava Ele, só.” Mt 14:23. “Enquanto o último sofredor não foi socorrido, Jesus não cessou Seu trabalho. Era tarde da noite quando a multidão partiu e se fez silêncio em casa de Simão. Findara o longo dia cheio de agitação, e Jesus buscou repouso. Mas, enquanto a cidade se achava imersa no sono, o Salvador ‘levantando-Se de manhã muito cedo, estando ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava.Mc 1:35.” A Ciência do Bom Viver, p. 29.   

Orava por noites inteiras – “Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.” Lc 6:12.

Intensidade das orações de Cristo - “A ideia de que a oração não seja essencial é uma das mais bem-sucedidas armadilhas de Satanás para destruir almas. Oração é comunhão com Deus, a Fonte da sabedoria, o manancial de poder, paz e felicidade. Jesus  orava ao Pai ‘com grande clamor e lágrimas’. “ Conselhos Para a Igreja, p. 155.

“Numa vida toda dedicada ao bem dos outros, o Salvador achou necessário afastar-Se dos lugares movimentados e da multidão que O acompanhava, dia a dia. Precisava retirar-Se de uma vida de incessante atividade e contato com as necessidades humanas, para buscar sossego e ininterrupta comunhão com o Pai. Como uma pessoa identificada conosco, participante de nossas necessidades e fraquezas, dependia inteiramente de Deus, e no lugar oculto de oração buscava força divina, a fim de poder sair fortalecido para o dever e provação. Num mundo de pecado, Jesus suportou lutas e torturas de alma. Em comunhão com Deus, podia aliviar as dores que O esmagavam. Ali encontrava conforto e alegria.” O Desejado de Todas as Nações, p. 253.

Orações intercessórias por Seus seguidores – “Quando a sós, Jesus ‘subiu ao monte para orar à parte’. Durante horas continuou a suplicar perante Deus. Não por Si mesmo, mas pelos homens, eram aquelas orações. Rogava poder para revelar aos mesmos o divino caráter de Sua missão, a fim de que Satanás não lhes cegasse o entendimento e pervertesse o juízo. O Salvador sabia que Seus dias de ministério pessoal na Terra em breve chegariam ao termo, e que poucos O receberiam como seu Redentor. Em angústia e lutas de alma, orava pelos discípulos. Haviam de ser duramente provados. Suas esperanças, tão longamente acariciadas, baseadas numa ilusão popular haviam de lhes trazer a mais dolorosa e humilhante decepção. Em lugar de Sua exaltação ao trono de Davi, haveriam de testemunhar-Lhe a crucifixão. Essa deveria, na verdade, ser Sua coroação. No entanto, não o percebiam e, em consequência, grandes seriam as tentações a sobrevirem-lhes, as quais difícil lhes seria reconhecer como tentações. Sem o Espírito Santo para iluminar a mente e ampliar a compreensão, a fé dos discípulos faleceria. Penoso era a Jesus ver que o conceito deles quanto a Seu reino se limitasse, em tão grande parte, ao engrandecimento e honra mundanos. Oprimia-O o peso da preocupação por eles, e derramava Suas súplicas com amarga angústia e lágrimas.” Idem, p. 261.

Jesus orava com Seus seguidores – “O Grande Mestre estabeleceu os planos para o Seu trabalho. Estudai esses planos. Encontramo-Lo viajando de um lugar para outro, seguido por multidões de ávidos ouvintes. Quando podia, conduzia-os para além das cidades apinhadas, para a quietude dos campos. Aqui orava com eles, e falava-lhes de verdades eternas.” Medicina e Salvação, p. 299.

Oração pelo poder do Espírito - “[Jesus] Vivia, meditava e oravanão para Si mesmo, mas para os outros. Depois de passar horas com Deus, apresentava-Se manhã após manhã para comunicar aos homens a luz do Céu. Cotidianamente recebia novo batismo do Espírito Santo. Nas primeiras horas do novo dia o Senhor O despertava de Seu repouso, e Sua alma e lábios eram ungidos de graça para que a pudesse transmitir a outros. As palavras Lhe eram dadas diretamente das cortes celestes, palavras que pudesse falar oportunamente aos cansados e oprimidos. ‘O Senhor Jeová’, disse, ‘Me deu uma língua erudita, para que Eu saiba dizer, a seu tempo, uma boa palavra ao que está cansado: Ele desperta-Me todas as manhãs, desperta-Me o ouvido para que ouça como aqueles que aprendem.’ Is 50:4. As orações de Cristo e Seu hábito de comunhão com Deus, impressionavam muito os discípulos. Um dia, depois de breve ausência de Seu Senhor, encontraram-nO absorto em súplicas. Parecendo inconsciente da presença deles, continuou orando em alta voz. O coração dos discípulos foi movido profundamente. Ao cessar Ele de orar, exclamaram: ‘Senhor, ensina-nos a orar.’ Lc 11:1.” Parábolas de Jesus, p. 67.

TERÇA

A oração modelo – parte 1

    A prece do “Pai Nosso” não é uma ladainha a ser repetida como prática devocional. Jesus ensinou através dessa oração como devemos nos dirigir ao Senhor de todas as coisas. O esquema da oração perfeita é aqui exposto. As orações devem ser simples, fervorosas, diretas ao ponto.

            Pai nosso – Ele é nosso Pai, não apenas porque nos criou, dando-nos vida; porque nos sustenta, protege, salva, perdoa.  Deus criou os animais e nem por isso é Pai deles. A primeira dotação que Ele nos fez foi fazer-nos à Sua imagem e semelhança. É como se dissesse: “Quero que eles sejam iguais a Mim, frutos do Meu amor infinito. Que levem em si os Meus característicos não apenas físicos, mas principalmente de caráter.”  

            A filiação da criação nós perdemos quando nossos primeiros pais pecaram. O diabo também é pai. Vejam o que nosso Senhor disse dos ímpios: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos.” (Jo 8:44). Criação de Deus, sim, mas filhos do diabo por opção.  Os ímpios têm outro pai.

            A expressão Pai nosso é cheia de ternura e significado. Por meio de Cristo Jesus fomos restaurados à categoria de filhos de Deus e podemos livremente dirigir-nos a Ele como nosso amoroso Pai. Ele nos ama assim como ama a Jesus Cristo, Seu Filho imaculado.

            “Jesus ensinou Seus discípulos a orar e Ele frequentemente insistia com eles sobre a necessidade da oração. Ele não lhes propôs que estudassem livros para aprenderem uma forma de oração. Eles não deveriam dirigir suas orações aos homens, mas tornarem seus pedidos conhecidos a Deus.  Ensinou-lhes que a oração que Deus aceita é simples, sincera, partida de um coração que sente sua necessidade.” Para Conhecê-Lo, p. 260.

            O Pai de Cristo e nosso é o Deus Altíssimo, Santíssimo, Puro, Perfeito. Seu nome é digno de honra e louvor. Os anjos sabem disso e constantemente  O reconhecem como justo credor de seus louvores. O amor de Deus é tão impressionante para eles, que têm ímpetos constantes de tributar honra ao Seu nome.  O Céu é um lugar pleno de luz, de cânticos e de alegria.  Acha-se na Palavra de Deus estas preciosas palavras: “Mas Tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece; Tu, ó Senhor, és nosso Pai; nosso Redentor é o Teu nome desde a antiguidade.” (Is 63:16).

            Como nós, pecadores e rebeldes, podemos honrar o nome de Deus? Jesus ensinou: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5:16). Uma vida unida à de Cristo redundará em obras de justiça que chamem a atenção dos homens para Deus, Aquele que faz as boas obras por nós (Ler Is 26:12). Como diz o autor de nossa lição: “Aqueles que afirmam seguir o Senhor precisam santificar Seu nome em palavras e atos.”

            Como o reino de Deus vem a nós? Na pessoa de Cristo e Seu evangelho. Ele é a corporificação do reino da graça superabundante. Ele veio e nos trouxe a graça para pô-la dentro de nós (“o reino de Deus está dentro de vós”- Lc 17:21). Ou seja, a palavra do Evangelho gravada em nosso íntimo pelo Espírito Santo. Se recebermos a Cristo plenamente, teremos integralmente o reino de Deus em nós, até que esse reino íntimo e nós próprios sejamos levados para o reino da glória. 

O apossamento desse reino exige também luta e perseverança. “Em Seus esforços para alcançar o ideal de Deus para si, o cristão não deve desesperar de coisa alguma. A perfeição moral e espiritual mediante a graça e o poder de Cristo é prometida a todos. Jesus é a fonte de poder, a origem da vida. Ele nos leva a Sua Palavra, e da árvore da vida nos apresenta as folhas para a saúde dos enfermos de pecado. Ele nos leva ao trono de Deus, e põe em nossa boca uma oração pela qual somoslevados a íntimo contato com Ele próprio. Em nosso benefício, põe em operação os instrumentos todo-poderosos do Céu. Em cada passo, tocamos Seu vivo poder.” Atos dos Apóstolos, 267.

A vontade ou o desejo ardente de Deus – A vontade do Senhor precisa ser conhecida por nós. E onde a descobriremos? Na Sua Santa Palavra. Essa vontade é santa, justa e boa e se acha sumariada nos Dez Mandamentos e espraiada em toda a Bíblia. “Na Bíblia encontram-se os únicos princípios seguros de ação. Ela é um transcrito da vontade de Deus, uma expressão da divina sabedoria. Abre à compreensão do homem os grandes problemas da vida; e a todos os que abraçam seus preceitos ela se provará um guia infalível, livrando-os de arruinarem a vida em desorientados esforços.” Idem, p. 284.

Nosso caráter precisa ser conformado segundo essa vontade. “É privilégio dos seguidores de Cristo dar este testemunho. Mas para isso fazer, precisam colocar-se sob o comando de Cristo. O caráter deles precisa conformar-se ao Seu caráter, e a vontade  deles à Sua vontade.” Idem, p. 307.         

QUARTA

A oração modelo – parte 2

             “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” -  Quando oramos: “O pão nosso de cada dianos dá hoje”, pedimos para outros da mesma maneira que para nós mesmos. E reconhecemos que aquilo que Deus nos dá não é somente para nós. Deus nos dá em depósito, a fim de podermos alimentar ofaminto. Em Sua bondade, providenciou para os pobres.Salmos 68:10. E Ele diz: ’Quando deres um jantar, ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem vizinhos ricos... Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos, e serás bem-aventurado; porque eles não têm com que te recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos.”Lucas 14:12-14.”  O Maior Discurso de Cristo, pp. 163, 164.

            “Cada dia deveis orar: ‘O pão nosso de cada dia nos dá hoje.’ Não desanimeis se não tendes o suficiente para amanhã. Tendes a garantia de Sua promessa: ‘Habitarás na Terra, e verdadeiramente serás alimentado.” Diz Davi: “Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o  justo, nem a sua descendência a mendigar o pão.’Salmos 37:3, 25. Aquele Deus que mandou os corvos alimentarem Elias junto à fonte de Querite, não passará por alto um de Seus filhos fiéis, pronto a se sacrificar. A respeito daquele que anda em justiça, está escrito: ‘Oseu pão lhe será dado, as suas águas são certas.’ ‘Não serão envergonhados nos dias maus, e nos dias defome se fartarão.’ ‘Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes O entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas?’Isaías 33:16;Salmos 37:19;Romanos 8:32. Aquele que aligeirava os cuidados e ansiedades de Sua mãe viúva, e a ajudava a prover a casa de Nazaré, compreende toda mãe em sua luta por prover alimento aos filhos. O que Se compadeceu das turbas porque ‘estavam fatigadas e derramadas’ (Mateus 9:36), ainda Se compadece dos pobres sofredores. Sua mão está estendida para eles em uma bênção; e na própria oração que ensinou aos Seus discípulos, ensina-nos a lembrar dos pobres.” O Maior Discurso de Cristo, p. 110.

            “Perdoa os nossos pecados” – ‘Quando chegamos a pedir misericórdia e bênçãos de Deus, devemos fazê-lo tendo no coração um espírito de amor e perdão. Como poderemos orar: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assimcomo nós perdoamos aos nossos devedores’ (Mateus 6:12), e não obstante alimentar um espírito de irreconciliação? Se esperamos que nossas orações sejam atendidas, devemos perdoar aos outros do mesmo modo e na mesma medida em que esperamos ser perdoados.” Caminho a Cristo, p. 97.

“Na oração que Cristo ensinou a Seus discípulos havia a petição: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.’Mateus 6:12. Não podemos repetir esta oração de coração e atrever-nos a ser implacáveis, porque pedimos ao Senhor que perdoe nossas transgressões contra Ele do mesmo modo que perdoamos àqueles que transgridem contra nós. Mas poucos reconhecem o verdadeiro significado desta oração. Se aqueles que são implacáveis entendessem a profundidade de seu significado não ousariam repeti-la e pedir a Deus que os trate como eles tratam a seus semelhantes. Contudo, esse espírito de dureza e falta de perdão existe em terrível extensão mesmo entre irmãos. Irmão é rigoroso com irmão.” Testemunhos Para a Igreja, vol. 3, p. 95.

Não nos deixes cair em tentação” – A súplica: ‘Não nos deixes cair em tentação’, é emsi mesma uma promessa. Se nos entregamos a Deus, temos a certeza de que Ele ‘vos nãodeixará tentar acima do que podeis, antes com a tentaçãodará também o escape, para que a possais suportar”.1 Coríntios 10:13

“A única salvaguarda contra o mal é a presença de Cristo no coração mediante a fé em Sua justiça. É por causa da existência do egoísmo em nosso coração, que a tentação tem poder sobre nós. Ao contemplarmos, no entanto, o grande amor de Deus, o egoísmo se nos apresenta em seu horrível e repugnante caráter, e nosso desejo é vê-lo expelido da alma. À medida que o Espírito Santo glorifica a Cristo, nosso coração é abrandado e subjugado, as tentações perdem sua força, e a graça de Cristo transforma o caráter.

“Cristo jamais abandonará a alma por quem morreu. A alma poderá deixá-Lo, e ser vencida pela tentação; Cristo, porém, não pode nunca Se desviar daquele por quem pagou o resgate com a própria vida. Fosse nossa visão espiritual vivificada, e veríamos almas vergadas sob a opressão e carregadas de desgosto, oprimidas como o carro sob os molhos, e prestes a morrer em desalento. Veríamos anjos voando celeremente em auxílio desses tentados, os quais se encontram como às bordas de um precipício. Os anjos celestes impelem para trás as hostes malignas que circundam essas almas, induzindo-as a pôr os pés no firme fundamento. As batalhas travadas entre os dois exércitos são tão reais como os combates entre os exércitos deste mundo, e do resultado do conflito dependem destinos eternos.” O Maior Discurso de Cristo, p. 118.       

QUINTA

Mais lições sobre oração

            Deus atende à oração de um superímpio se este se arrepender após mais de meio século de todas as transgressões possíveis e inimagináveis. Constatem: “Quanto aos mais atos de Manassés, e à sua oração ao seu Deus, e às palavras dos videntes que lhe falaram no nome do Senhor, Deus de Israel, eis que estão escritos na História dos Reis de Israel. A sua oração e como Deus se tornou favorável para com ele, todo o seu pecado, a sua transgressão e os lugares onde edificou altos e colocou postes-ídolos e imagens de escultura, antes que se humilhasse, eis que tudo está na História dos Videntes.” (2Cr 33:18,19). Por incrível que pareça, o Espírito do Senhor não desistiu do empedernido rei. Jamais devemos renunciar às nossas orações, ainda que pareçam desatendidas.

            Outra lição que temos nos ensinos bíblicos sobre oração, é que ela tem de ser feita com temor e humildade. Deus resiste aos soberbos. “Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano.” (Lc 18:11) foi uma oração que não estava errada em seu enunciado. Dizia o grande teólogo, Pr. Siegfried Kümpel, que estava equivocada não a oração do fariseu, mas sua atitude. Ele considerava-se no favor de Deus porque atendia às tradições religiosas.  Claro que devemos agradecer a Deus porque não somos como ímpios, “obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração” (Ef 4:18). O que não podemos viver é com uma cara piedosa e um caráter ímpio.

            A prece sincera e potencialmente audível a Deus é aquela que vem precedida de um autoexame: “Ao Lhe fazermos alguma petição, pode ser que nos seja necessário examinar o coração e arrepender-nos de pecado.” Parábolas de Jesus, p. 143.

            Devemos lembrar-nos que Deus estabelece condições cumpríveis para a aceitação de nossas súplicas: “Há condições para o cumprimento das promessas de Deus, e a oração nunca pode substituir o dever. ‘Se Me amardes’, diz Cristo, ‘guardareis os Meus mandamentos.’João 14:15. “Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, este é o queMe ama; e aquele que Me ama será amado de Meu Pai, e Eu o amarei e Me manifestarei a ele.”João 14:21. Aqueles que apresentam suas petições a Deus, reivindicando Sua promessa, enquanto não satisfazem as condições, ofendem a Jeová. Apresentam o nome de Cristo como autoridade para o cumprimento da promessa, porém não fazem aquilo que demonstraria fé em Cristo e amor a Ele.” Parábolas de Jesus, p. 70.

            Recordemo-nos ainda que nossas orações devem ser “sem cessar” (1Ts 5:17), sinceras, expurgadas do ego e reforçadas com o senso de dependência total de Cristo. 

            Outro aspecto é que devemos pedir dons a Deus para estendê-los aos outros e não para posse exclusiva.  Também precisamos orar instantemente para que o Senhor nos livre do pecado e de Satanás e suas hostes.

            E não nos esqueçamos das preces intercessórias. Oremos uns pelos outros. 

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