As mulheres no Ministério de CRISTO

Escrito por César L. Pagani
Categoria: Resumo da Lição da Escola Sabatina Criado: Sábado, 02 Mai 2015 09:09

Lição 6 – 2 a 8 de abril de 2015

 

Verso para memorizar: “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus;  porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gl 3:26-28)

 

César L. Pagani

        

            A sociedade nos tempos de Cristo era fundamentalmente patriarcal e as mulheres tinham um papel marginal na sociedade. Elas tinham poucos direitos sociais. Ao termos em mente os aspectos culturais e sociais dos dias de Cristo, veremos que os dignitários  da igreja – rabinos, sacerdotes, políticos – não tinham qualquer pendor para defender os direitos das mulheres. Como bem disse o autor da lição na introdução eram qualquer coisa, menos defensores dos direitos das mulheres. Eles oravam (é isto mesmo, oravam): ‘Bendito és Tu, ó Senhor nosso Deus, Rei do Universo, que não me fizeste um gentio. Bendito és Tu, ó Senhor nosso Deus, Rei do Universo, que não me fizeste um escravo. Bendito és Tu, ó Senhor nosso Deus, Rei do Universo, que não me fizeste uma mulher.’  Outro texto encontrado na literatura rabínica diz o seguinte:“Feliz é aquele cujosfilhos são homens, infeliz ou desgraçado é aquele cujos filhos são mulheres.”

Ainda bem que a visão rabínica e da tradição judaica a esse respeito não é verdadeira, mas preconceituosa, mesquinha, machista e excludente.

 As Escrituras apresentam uma lista de mulheres que foram discípulas de Cristo e O acompanharam em Seu ministério. Vejam este rol preparado por um autor cristão a respeito:

. Maria, a mãe de Jesus (João 2). Escolhida para ser a mãe do Salvador, era obediente em tudo, porque entendeu que foi agraciada. Ela educou Jesus para servir à humanidade. Ela sugeriu que obedecessem a Jesus. Ela O acompanhava sempre e estava com Ele quando realizou Seu primeiro milagre, em um casamento, nas bodas em Caná da Galileia. Acompanhou Jesus em muitos momentos do ministério do Filho e não O abandonou nem na hora da Sua morte (João 19:25). Mesmo após Jesus ser assunto aos céus, Maria permaneceu seguindo-O fielmente e obedecendo à doutrina.“Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos.” (Atos 1:14)

. Marta e Maria, as irmãs de Lázaro (João 11:21-32). Quão grande era a confiança dessas mulheres no Mestre. Elas disseram que se Ele estivesse com elas, Lázaro não teria morrido. Maria foi também a mulher que ungiu o Senhor e enxugou os pés com os cabelos (João 11:2).

. A mulher do fluxo de sangue (Lucas 8:43-48).Após anos e anos lutando contra uma hemorragia que fez com que perdesse seus bens e o direito de viver, ousou tocar na orla do Seu manto e foi, por Ele, imediatamente, curada.

. A mulher cananeia (Mateus 15:22).Ela, com ousadia, levou a filha endemoninhada e desenvolveu uma conversa com o Senhor que, aparentemente, não começou muito bem, mas no final, recebeu o que fora buscar, porque o Mestre não deixava ninguém sem resposta.

. A viúva de Naim(Lucas 7:12).Que milagre para essa mulher que já havia perdido o marido e perdera também o filho, quando Jesus o   restituiu entregando em suas mãos o ressuscitado.

. A mulher adúltera (João 8:1-11).Prestes a morrer apedrejada como a lei determinava, ela viu os seus acusadores indo embora, um a um, enquanto o Mestre escrevia com o dedo no chão. Ele não a acusou nem a condenou, mas a amou e lhe deu a chance de viver na sociedade sem pecado.

. A mulher samaritana (João 4).A mulher que teve a conversa mais longa com o Mestre registrada na Palavra. Dentre tantos benefícios, ela abandonou seus pecados, transformou-se em uma adoradora e evangelista. O resultado foi uma cidade aos pés de Jesus.

. Salomé (Marcos 15:40).A Bíblia mostra essa discípula fiel olhava de longe tudo o que Jesusenfrentava na Cruz, e até quando expirou ela estava presente, como outras mulheres também estavam.

. Maria, mãe de Tiago e José (Mateus 27:55,56).Ela era uma das mulheres que estava assistindo o momento da crucificação.

. A filha de Jairo (Lucas 8:40-42;49-56).Essa menina, aos 12 anos, teve sua história interrompida pela morte, mas foi ressuscitada por Jesus. Com certeza, sua vida e família nunca mais foram as mesmas.

E dentre tantas que poderíamos citar e muitas outras que a Bíblia não registra, porque não caberia em todas as páginas, porque Jesus foi agente de mudança, de transformação na vida de muitas mulheres. As mulheres são abertas para receber o reino de Deus.

           

DOMINGO

Mulheres que Saudaram a vinda de Cristo   

            Isabel, esposa de Zacarias, mãe de João Batista, e prima de Maria, foi a primeira a saudar o Messias quinze meses antes de Seu nascimento. Sua felicitação  foi uma revelação do Espírito Santo. Como ela saberia que um bebê recém-concebido seria um menino e seu Senhor ou Deus?  Até João  Batista, no sexto mês de gestação de sua mãe, sentia o poder da revelação. Ele estremeceu no ventre de Isabel (Lc 1:41).

            Isabel ainda confirmou que se cumpririam nAquele bebê todas as palavras que estavam escritas a Seu respeito nas Escrituras Hebraicas.

            Maria, por sua vez, teve o privilégio de receber a visita do arcanjo mais honrado e elevado do Céu para lhe dar a notícia diretamente procedida do trono do Pai. Maria estava noiva de José, que era viúvo à época, e recebeu a notícia de que seria mãe. Pelas regras da sociedade judaica de então, se ela engravidasse seria considerada adúltera e mãe solteira, tendo sobre a cabeça a sentença de apedrejamento. Ou a pena seria revertida se um homem solteiro que a possuiu a adotasse como mulher (Ver Ex 22:16; Dt 22:28, 29), segundo a lei mosaica e alguns conceitos tradicionais canaanitas (Ver Gn 34:1-4).

            Mas ela se sentiu constrangida. Era uma israelita piedosa e guardadora dos mandamentos divinos, e não queria fazer o que era imoral. Fez uma pergunta ao arcanjo, que lhe revelou a forma como engravidaria. Nenhum homem a tocaria. O Espírito Santo do Senhor e o poder de Deus a “envolveriam com sua sombra” (Lc 1:35) e a gravidez seria ímpar, como nenhuma já havida no mundo e no Universo.

            Confiante em Deus, ela entoou um cântico de sua própria composição engrandecendo ao Senhor (vale a pena ler Lc 1: 46-56).

            Linda, exemplar e significativa é a submissão de fé que Maria declarou perante Gabriel: “Aqui está a serva do Senhor, que se cumpra em mim conforme a Sua Palavra...” (v. 38).   

            Assim como ocorreu com Miriam, Débora, Hulda e as filhas do diácono Felipe, Ana era uma mulher ungida ou inspirada pelo Espírito para mostrar os pensamentos de Deus e Sua vontade. 

            Ora, Ana era uma mulher piedosa e cheia de fé, que estudava as Escrituras e esperava para os seus últimos dias o nascimento do Messias. Sentiu-se agraciada por Deus e fez uma pregação a todos os que estavam no templo contemplando o brit milah (a circuncisão) de Jesus, falando-lhes que finalmente Deus cumprira Sua palavra empenhada desde o Éden e prometida por meio de todos os profetas.

“A vinda do Messias anunciara-se primeiramente na Judéia. No templo de Jerusalém, fora predito a Zacarias o nascimento do precursor, enquanto aquele ministrava perante o altar. Nas montanhas de Belém, os anjos proclamaram o nascimento de Jesus. Os magos foram a Jerusalém em busca dEle. Simeão e Anatestificaram no templo de Sua divindade.” O Desejado de Todas as Nações, p. 154.  

SEGUNDA

Mulheres e o ministério curador de Cristo

             Naim era uma cidade da Galileia, cujo nome pode significar tanto “pastagens verdes” como “deleitosa”. Hoje essa cidade – mais um vilarejo – chamado Nein e se situa na face  noroeste do Monte  Jebel ed-Duhy (colina Moreh ou Pequeno Hermon), a 6,5 km do Monte Tabor e a 40 km de Cafarnaum.

            Diga-se, de antemão, que a viagem de Jesus para essa cidadezinha não foi acidental ou não programada. Assim como viajou por muito tempo até a Fenícia para curar a filha endemoninhada de uma mãe gentia, também foi em busca de uma mulher duplamente enlutada, pois perdera antes o marido e agora o filho único.  “O que restituiu à viúva de Naim seu filho único, e em sua agonia na cruz lembrou-Se de Sua própria mãe, hoje é tocado pelas dores maternas. Em todo desgosto, em toda necessidade, Ele confortará e socorrerá. Jesus conhece o fardo do coração de cada mãe. Aquele que tinha uma mãe que lutava com a pobreza e a privação simpatiza com cada mãe em seus labores. Aquele que fez uma longa jornada a fim de aliviar o ansioso coração da mulher cananeia fará o mesmo pelas mães de nossos dias.”  A Ciência do Bom Viver, p. 42.

            No caminho, quase à porta da cidade, nosso amoroso Salvador cruzou com um féretro. Ao que tudo indica o jovem estava sendo transportado em uma cama funeral, pois não temos notícia de que era um caixão normal. Chama-nos a atenção o intenso amor e a sensibilidade compassiva de Cristo ao ver tanta desgraça: “E vendo-a , o Senhor moveu-Se de íntima compaixão  por ela...” (v. 13). Assim é o Senhor – “Senhor, Senhor [Yahovah, Yahovah], Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade...”  (Ex 34:6).

            A primeira ação amorosa de Cristo foi consolar a viúva dizendo: “Não chores”. Parecem palavras despropositadas, visto que qual é a mãe que não prantearia amargamente por perder seu único filho? Lembremo-nos, porém, que as palavras saídas dos lábios de Jesus sempre tinham poder e autoridade divina. Ato contínuo, mandou que parassem o féretro e ordenou ao morto que voltasse à vida: “Mancebo, a ti te digo, levanta-te” (v. 14). Seis palavras procedentes dAquele que era e sempre foi a ressurreição e a vida. O moço não se demorou a erguer-se. Deus dera a ordem, assim como fará com os santos defuntos quando vier em glória e majestade.

            Talvez se sentindo um pouco estranho, não sabendo bem o que lhe sucedera, começou a falar animadamente e se comunicou com a mãe. Estamos certos de que Jesus sorriu ao ver a cena. Ele fez descer o menino de sua cama funeral e o entregou à mãe transbordante de felicidade.

TERÇA

Mulheres de gratidão e fé

         “Mulher pecadora”, “mulher de má fama”, “mulher de mau caráter”... A mulher foi designada pelo próprio Dr. Lucas como pecadora (gr. Hamartolos – alguém destacadamente pecador), pois assim a consideravam todos da cidade de Betânia onde ela habitava e onde morava também o fariseu Simão (Mt 26:6). Segundo a Sra. White, Simão “induzira ao pecado a mulher que ora desprezava. Fora por ele profundamente prejudicada” (DTN, 396).    Certamente ela não fora convidada para o banquete.

            Como um “bom” fariseu”, Simão se julgava espiritualmente muito acima daquela mulher. Desejava impressionar a Cristo com suas qualidades religiosas. Aquela jovem curvou-se aos pés de Cristo em atitude de profunda reverência, humildade e choro copioso, começou a lavá-los. Suas lágrimas derramavam-se ininterruptamente sobre os pés de Jesus, a ponto de poderem retirar a poeira da estrada que se apegara aos pés do Senhor.  Ela não levara uma toalha e nem Simão a providenciou. Seus longos cabelos servirão de elemento de secagem, mas ela ainda tinha outra coisa a fazer. Trouxe consigo um vaso de alabastro com perfume de nardo puro, tão caro que foi avaliado por Judas em mais de 300 denários ou o equivalente a quase um ano de serviços prestados. “Com grande sacrifício para si, comprara um vaso de alabastro de ‘unguento de nardo puro, de muito preço (Jo 12:3)” (DTN 391).  

            “Esse incidente está repleto de instruções. Jesus, o Redentor do mundo, aproxima-Se do momento em que dará Sua vida por um mundo pecaminoso. Quão pouco, entretanto, compreendem até mesmo Seus discípulos daquilo que estão prestes a perder. Maria não racionalizou quanto a esse assunto. Seu coração estava repleto de amor puro e santo. O sentimento de seu coração era: ‘Que darei ao Senhor por todos os Seus benefícios para comigo?’Salmos 116:12. Aquele bálsamo precioso, como fora avaliado pelos discípulos, nada mais era que uma fraca expressão de seu amor por seu Mestre. Mas Cristo soube valorizar a dádiva como uma expressão de amor, e o coração de Maria se encheu de perfeita paz e felicidade.

“Cristo Se deleitou no sincero desejo de Maria de fazer a vontade de seu Senhor. Aceitou a riqueza da pura afeição que Seus discípulos não entendiam e não podiam entender... O unguento de Maria foi a dádiva do amor, e isso lhe deu valor aos olhos de Cristo... Jesus viu Maria retirar-se envergonhada, esperando ouvir uma repreensão dAquele a quem ela amava e adorava. Mas em lugar disso, ouve palavras de condenação. ‘Por que molestais essa mulher?’ disse Ele. ‘Ela praticou boa ação para comigo. Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a Mim nem sempre Me tendes; pois, derramando este perfume sobre o Meu corpo, ela o fez para o Meu sepultamento. Em verdade vos digo: Onde for pregado em todo o mundo este evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua.’Mateus 26:10-13. Jesus não receberia nenhuma outra unção, pois se aproximava o sábado e eles guardavam o sábado segundo o mandamento... O desejo que Maria tivera de realizar aquele serviço por seu Senhor foi de mais valor para Cristo do que todo o nardo e precioso unguento do mundo, porque expressava seu apreço pelo Redentor do mundo. Era o amor de Cristo que a constrangia ...

“Maria, pelo poder do Espírito Santo, viu em Jesus Aquele que viera buscar e salvaras pessoas prestes a perecer. Cada um dos discípulos deveria ter sido inspirado com uma devoção semelhante. “ Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 276.

QUARTA

As mulheres que seguiam Jesus

            Jesus chamou, no início de Seu ministério, discípulos especiais para um curso de evangelismo e testemunhos poderosos. Porém, jamais restringiu Seu círculo de seguidores a homens. Muitas mulheres seguiam-no e Lhe proviam as necessidades (ver Lc 8:1-3).

            Marta e Maria, irmãs de Lázaro de Betânia, eram discípulas amigas de Jesus.  Cristo apreciava muito fazer visitas à sua casa, porque ali encontrava um lugar calmo para repouso de suas fatigantes lides. Também achava ali um pequeno auditória profundamente interessado em ouvir Seus ensinamentos. Os três irmãos eram muito receptivos às palavras do Mestre.

            Como humano que era, nosso Senhor “anelava a ternura, a lhaneza [cortesia, sinceridade] e o afeto humanos” (DTN, 390 – 5a ed.) e tudo isso encontrava no lar daqueles discípulos. Jesus apreciava a diligente Marta e sua operosidade, porém, ao Marta chamar Sua atenção para a atitude “ociosa” de Maria, quando ela se desdobrava para dar o melhor atendimento ao Salvador, permitiu que Cristo lhe ensinasse que a “melhor parte” é assentar-se aos Seus pés e ouvir-Lhe as palavras de vida.

            Evidentemente, quando estavam sós em casa, Maria ajudava nas tarefas de manutenção do lar e no cuidado do irmão quando esse adoeceu. Porém, ela não queria perder uma só palavra de Jesus. A presença de Jesus absorvia-lhe todo o interesse. Era-lhe um supremo deleite ouvi-Lo. A personalidade de Marta não pode ser apoucada: “Todos quantos trabalham para Deus, devem possuir um misto dos atributos de Marta e Maria — a boa vontade para servir e sincero amor pela verdade. O próprio eu e o egoísmo precisam ser perdidos de vista. Deus demanda fervorosas obreiras, prudentes, afetivas, ternas e fiéis aos princípios. Ele convida mulheres perseverantes, que tiram o pensamento de si mesmas e de seu interesse pessoal, concentrando-o em Cristo, proferindo palavras de verdade, orando com as pessoas às quais conseguem acesso, trabalhando pela conversão de almas.” Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 405.

            Em sua turnê missionária pelas cidades, vilas, povoados e vilarejos de Israel, nosso Redentor sempre era acompanhado de uma pequena comitiva – os doze discípulos e “algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades” (Lc 8:2). Maria, de quem Cristo expulsou sete demônios, também fazia parte do grupo itinerante.

            Lucas destaca a presença de mulheres ricas e da alta sociedade, que custeavam as despesas do grupo: Joana, esposa do procurador do rei Herodes, e Susana. Não temos detalhes dessa discípula, mas fica claro no verso que ela pertencia à classe rica. “Muitas outras” do mesmo nível social também faziam parte do ministério de mulheres apoiadoras da missão do amável Salvador.

            Hoje, Jesus conta com a expertise [habilidade, destreza, qualificação, talentos] das mulheres de Sua igreja.  Nas igrejas adventistas de 13 países que formam a América do Sul, oito deles têm sua maioria composta de mulheres. EGW escreve sobre o alto propósito de Deus para com as mulheres: “Irmãs, nós podemos fazer um nobre trabalho para Deus se o quisermos. A mulher não conhece sua força… Há um propósito mais elevado para a mulher, um grandioso destino. Ela deveria desenvolver e cultivar suas faculdades, pois Deus pode empregá-las na grande obra de salvar almas da ruína eterna.” Testimonies, vol. 4, p. 642. “A influência enobrecedora, suavizante, de uma mulher cristã, é necessária na grande obra de pregar a verdade.” Review and Herald, 2 de janeiro de 1879.

QUINTA

Perseverantes na oração e

abnegadas no servir

           

            Notemos, de início, que o propósito da parábola do juiz iníquo é falar sobre “o dever de orar e nunca desfalecer” (Lc 18:1).

            Orar não é uma atitude difícil de tomar. Perseverar já é outra coisa. Sabemos que nem sempre o Senhor atende nossas orações na hora. Por vezes temos de orar durante anos até que venha o atendimento no momento que mais necessitamos. Muitos desistem da perseverança por acharem que a demora significa um “não” divino. Em virtude dessa postura, decai a fé e esvai-se o poder. Veja como o anjo assistente de EGW respondeu à sua pergunta acerca da pequenez de fé e ausência de poder na igreja: “Perguntei ao anjo por que não havia mais fé e poder em Israel. Disse ele: ‘Largais muito depressa o braço do Senhor. Enviai insistentemente vossas petições ao trono, e persisti nelas com fé firme. As promessas são certas. Crede que recebeis as coisas que pedis, e tê-las-eis.” Primeiros Escritos, p. 73).

            “A perseverança na oraçãoé também uma condição para ser ela atendida. Devemos orar sempre, se quisermos crescer na fé e experiência. ‘Perseverai em oração, velando nela com ação de graças’.Colossenses 4:2. Pedro exorta os crentes: ‘Sede sóbrios e vigiai em oração.’1 Pedro 4:7. Paulo instrui: ‘As vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus.’Filipenses 4:6. Mas vós, amados, diz Judas, ‘orando no Espírito Santo, conservai a vós mesmos na caridade de Deus.’ Judas 1:20-21. A oração incessante éa união ininterrupta da alma com Deus, de maneira que a vida de Deus flui para nossa vida; e de nossa vida refluem para Deus a pureza e santidade.” Caminho a Cristo, p. 97.

       “A mulher que rogava ao juiz justiça, perdera o marido; pobre e sem amigos, não tinha meios para readquirir suas propriedades arruinadas. Assim, pelo pecado, o homem perdeu sua ligação com Deus. Em si mesmo não tem meios de salvação; entretanto, por Cristo, somos aproximados do Pai. Os eleitos de Deus são caros a Seu coração; sãoaqueles que chamou das trevas para a maravilhosa luz, para anunciar Seu louvor, e para brilhar como luzes em meio das trevas do mundo. O injusto juiz não tinha interesse particular na viúva queo importunava pelo veredito; porém, para subtrair-se a suas súplicas comoventes, ouviu a petição, e fez-lhe justiça contra o adversário. Deus, porém, ama Seus filhos com infinito amor. O mais caro objeto na Terra Lhe é a Sua igreja.

“’Porque a porção do Senhor é o Seu povo; Jacó é a parte da Sua herança. Achou-o na terra do deserto e num ermo solitário cheio de uivos; trouxe-o ao redor, instruiu-o, guardou-o como a menina do Seu olho.’Deuteronômio 32:9, 10. ‘Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Depois da glória, Ele Me enviou às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do Seu olho.”Zacarias 2:8.

“A petição da viúva: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário’ (Lucas 18:3), representa a oração dos filhos de Deus. Satanás é o grande adversário. É ‘o acusador de nossos irmãos’, que os acusa de dia e de noite perante Deus. Apocalipse 12:10. Instantemente trabalha para mal representar e acusar, para enganar e destruir o povo de Deus. Nesta parábola, Cristo ensina os discípulos a pedirem salvação do poder de Satanás e de seus instrumentos.’” Parábolas de Jesus, pp. 83, 84. 

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