Quem é Jesus Cristo?

Escrito por César L. Pagani
Categoria: Resumo da Lição da Escola Sabatina Criado: Segunda, 13 Abril 2015 09:09

Lição 3 – 11 a 17 de abril de 2015

 

Verso para Memorizar

 

“Mas vós, perguntou Ele, quem dizeis que Eu Sou? Então, falou Pedro e disse: És o Cristo de Deus.” (Lc 9:20).

César L. Pagani

“Um princípio é uma verdade ou regra estabelecida que, em geral é fundamentada em outros princípios; uma fonte ou causa a partir da qual algo procede. Com base em ambas as definições encontramos o princípio cristomonístico firmemente embasado nas Escrituras. A palavra cristomonístico é uma combinação de dois termos gregos: Christos significa Cristo, e monos, único, formando assim a expressão, ‘Cristo unicamente’.

“Com Cristo, devemos iniciar e terminar. Fora dEle não há nenhuma verdadeira verdade salvadora e conhecimento redentivo de Deus. Jesus é tanto a fonte quanto o conteúdo da redenção e do verdadeiro conhecimento de Deus.

“Cristo somente, de eternidade a eternidade”

“Quando buscamos o princípio dos começos, não podemos ir além de certo ponto – a dádiva do concerto da vida. Uma vez que Deus é Deus e o homem é homem, o concerto tinha de ser uma aliança imposta – obedeça e viva, desobedeça e morra. Esse pacto encarna o próprio princípio da vida.

“No mesmo instante em que o concerto de vida foi estabelecido, o pacto eterno de redenção também surgiu entre Deus o Pai e Deus o Filho, confirmando que o concerto originou-se realmente no amor. A eterna decisão divina de graça de graça faz parte de Sua essência e está arraigada no amor. No entanto, o Pai não age independentemente do Filho.
E o Filho não é somente o único Deus verdadeiro, Ele é também verdadeiro homem - Jesus de Nazaré. Como tal, Ele é o Representante da humanidade que nEle está e, através dEle, unida com Deus como Jesus Cristo é com o Pai. ‘Ele [Deus] nos elegeu nele [em Cristo] antes da fundação do mundo’ (Ef. 1:4).

“No Éden a aliança de vida foi quebrada e aconteceu a queda do homem. Um altar foi erigido do lado de fora do Éden. Mais tarde, Abraão, o pai do povo do concerto, foi ao Monte Moriá com seu filho. E Isaque perguntou: ‘Onde está o cordeiro?’ Abraão respondeu: ‘O Senhor proverá para Si o cordeiro.’ (Gn 22:7, 8). Séculos mais tarde, João Batista forneceu a resposta completa: ‘Eis o Cordeiro de Deus.’ (João 1:29). O maior drama de todos os tempos teve lugar no Calvário.” Texto extraído de um artigo do Dr. V. Norskov Olsen, publicado na revista O Ministério Adventista , janeiro de 1980.         

DOMINGO

Reações para com Jesus

     Jesus sempre foi intrépido na apresentação da verdade. No episódio que estamos estudando, Ele Se encontrava em Nazaré, a cidade onde passara Sua infância, adolescência e juventude, e foi assistir ao culto sabático na sinagoga local, como sempre o fazia.

            Era costume dar a honra de pregar um sermão ou expor um ensino a qualquer autoridade rabínica quando presente em qualquer sinagoga. A essa altura, Cristo já era famoso por Seus ensinos e ministério de misericórdia, saúde, sinais e milagres. Como era daquela cidade e bem conhecido, foi-lhe permitido fazer a leitura do Tanach (Escrituras Hebraicas). Jesus apanhou o rolo do livro de Isaías e leu:

“O Espírito do Senhor é sobre Mim, pois que Me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-Me a curar os quebrantados de coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos; a pôr em liberdade os oprimidos; a anunciar o ano aceitável do Senhor.” (Is 61:1). Depois de devolver o livro ao chazzan (cantor dirigente do culto), assentou-Se calmamente. Os olhos de todos os presentes estavam fixos no Senhor esperando uma exposição do texto lido. Ele então afirmou que esse texto era messiânico e estava se cumprindo nEle. Ele sempre afirmara com indisputável certidão que as Escrituras testificavam dEle (Jo 5:39). Agora o Senhor destaca esse versículo para mostrar qual era a verdadeira obra do Messias, o que ia totalmente de encontro aos ensinamentos dos doutores da lei, sacerdotes e escribas e tradições rabínicas, que asseveravam ser o Messias um libertador político.

Quando Jesus, com toda a Sua autoridade, explicou-lhes o significado do texto inspirado, “todos se maravilhavam das palavras de graça que saíam de Sua boca...” (Lc 4:22), embora não acreditassem que o “filho de José” pudesse ser o Prometido. No final, cheios de ira pela exposição clara e repreensiva de sua incredulidade, expulsaram-No da sinagoga (verso 29) e o levaram até o cimo de um monte para O lançarem num precipício.

Diferente foi a reação dos habitantes de Cafarnaum, para onde Jesus Se dirigiu depois de livrar-se da multidão encolerizada. Os cafarnaumenses que O escutavam aos sábados, “admiravam a Sua doutrina porque a Sua palavra era com autoridade” (verso 32).

Pelas reações negativas ao ministério de Jesus e à Sua Pessoa, podemos ficar atônitos com relação ao domínio que as hostes do mal exercem sobre a mente dos homens. A maioria dos que ouviram Suas palavras de graça não O aceitou. Assim tem sido até hoje.

Parece quase inacreditável que Deus Se tenha revestido de carne e habitado entre os homens como homem. Isso é difícil de aceitar. Mas o amor de Deus fez isso e está mais que patenteado que nosso Senhor é o Verbo encarnado, acredite quem quiser.

Nosso Redentor mostrou por palavras, ensinos, atos, prodígios e milagres que era realmente o Filho de Deus. Não Se deixou sem amplíssimo testemunho, para que ninguém alegue, no dia do Juízo, que não teve como perceber o Dom de Deus à humanidade.

SEGUNDA

O filho de Deus

     O Verbo não era Filho de Deus, mas Seu igual, Jeová no pleno sentido.  “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (Jo 1:1). João identifica Jesus, no início de seu evangelho, como Deus e Criador de todas as coisas, como doador da vida e fonte de tudo quanto existe.

            Jesus Se tornou o Filho de Deus quando encarnou. “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a Sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.” (Lc 1:35). A palavra grega episkiazo, traduzida para o português como “sombra” é, segundo Strongs, referente “ao Espírito Santo manifestando energia criativa no ventre da virgem Maria e fecundando-o (um uso da palavra que parece ter sido tirada da ideia familiar ao AT, da nuvem como símbolo da presença e poder de Deus)”.

       Jesus proclamou-Se com toda veracidade e legitimidade como “maior que Salomão” (Mt 12:42), como o Eu Sou que existia muito antes de Abraão (Jo 8:58); os demônios O reconheceram como “Jesus, Filho do Deus Altíssimo” (Mc 5:7); diante do arrogante sumo sacerdote, em Seu julgamento perante o Sinédrio, ao ser perguntado: “És Tu o Cristo, Filho do Deus bendito?”, Jesus respondeu sem hesitação: “Eu o Sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus e vindo sobre as nuvens dos céus.” (Mc 14:62).

            A Divindade penetrou o óvulo de Maria e ali Se aninhou para que a natureza seguisse seu curso gestacional até o tempo do Ser divino-humano vir à luz. Um mistério que não tem como ser explicado pela lógica humana ou pela medicina. Jesus nada perdeu de Sua divindade por ter-Se encarnado, isso seria impossível. Quantas vezes, em Seu ministério, a divindade de Cristo refulgia através de Sua carne e espantava os inimigos e opositores.

            Ao ressuscitar, Ele saiu do túmulo pela própria vida que tinha em Si mesmo: “Eu Sou a ressurreição e a vida.” (Jo 11:25). “Eu Sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.” (Jo 8:12). “Eu Sou o pão da vida...” (Jo 6:35).

Excertos do Espírito de Profecia sobre a natureza humana de Cristo - “A encarnação de Cristo sempre tem sido, e sempre permanecerá um mistério. O que está revelado é para nós e para nossos filhos, mas que cada ser humano seja advertido do terreno de fazer a Cristo completamente humano, tal como um de nós mesmos, porque isto não pode ser.”. “Ele é um irmão em nossas fraquezas, mas não em possuir idênticas paixões. Como o Impecável, sua natureza recuava do mal.” “Por causa do pecado sua [de Adão] posteridade nasceu com propensões inerentes de desobediência. Mas Jesus Cristo era o unigênito Filho de Deus. Ele tomou sobre si a natureza humana, e foi tentado em todas as coisas como a natureza humana é tentada. Ele poderia ter pecado, poderia ter caído, mas nem por um momento houve nele uma má propensão.” “Ele era um poderoso suplicante, não possuindo as paixões de nossa natureza humana caída, mas cercado de semelhantes fraquezas, tentado em todas as coisas como nós somos. Jesus suportou a agonia que exigia auxílio e apoio de Seu Pai.”

           

TERÇA

O filho do homem

            A expressão “filho do homem” é vista noventa e quatro vezes no NT, sendo empregada porMateus, trinta e duas vezes; por Marcos, catorze; por Lucas, vinte e seis, por João, doze. Também é encontrada emAtos, sete vezes; em Hebreus, uma; e em Apocalipse, duas, sempre usada por Cristo, exceto emJoão12:34,Atos7:56,Hebreus2:6 eApocalipse1:13; 14:14. Outras fontes mencionam a ocorrência do epíteto ou expressão oitenta e três vezes com relação ao próprio Cristo.

No evangelho deMarcos vemos uma cristologia dúplice. Por Sua encarnação, nosso Senhor é 100% Deus e 100% homem. Ao referir-se a Cristo como “Filho de Deus” a Escritura mostra-O como da mesma essência e natureza do próprio Jeová Deus. Quando fala de Cristo como “Filho do homem” mostra Sua total identificação com o homem, Seu verdadeiro representante, identificando-Se com o homem em todos os seus problemas, menos quanto ao pecado. Como diz o autor da lição, essa era a expressão favorita de Cristo ao referir-Se a Si mesmo.

O bendito Salvador quer nos mostrar que é um conosco em termos de natureza física. Como humano, Ele não era imortal, imune a dores, fraquezas, enfermidades, hemorragias... Precisava do refrigério do sono; necessitava comer e beber para manter a vida, precisava respirar, etc. Tinha também necessidades afetivas e psíquicas. Jesus não Se revestiu da carne humana preparada para Ele de modo especial e com poderes inatos.

 O Dicionário Enciclopédico da Bíblia, Editora Vozes. Ed. 1971, à p. 588, diz: “O contexto em que o termo filho é usado emJoão1:51 (depois de 1:45); 3:13 (depois das objeções de Nicodemos) e 6:27, 33 (em relação com a recusa dos judeus de crerem em Jesus (parece indicar que paraJoão, exatamente como os sinóticos, Jesus quis com esse termo acentuar propositadamente a Sua natureza humana. Isso é confirmado porJoão5:27, onde o motivo por que Jesus é constituído Juiz do mundo é que Ele é Filho, indicando-se portanto a natureza humana em geral, o que chama mais a atenção porque no contexto imediato trata-se de Jesus como Filho de Deus; juízo foi confiado ao Filho de Deus humanado, a fim de que os homens fossem julgados por alguém que pode compreender a sua fraqueza (confiraHebreus4:15).”

             “O Salvador Se identifica com todo filhoda humanidade. Para que nos pudéssemos tornar membros da família celeste, Ele Se fez membro da família da Terra. É o Filho do homem e assim um irmão de todo filho e filha de Adão. Seus seguidores não devem se sentir separados domundo que está a perecer em volta deles. Fazem parte da grande teia da humanidade, e o Céu os considera como irmãos dos pecadores da mesma maneira que dos santos.” A Ciência do Bom Viver, p. 32.

            “’Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito. ’João 3:16. Ele O deu, não somente para que vivesse entre os homens, tomasse sobre Si os seus pecados, e morresse em sacrifício por eles; deu-O à raça caída. Cristo devia identificar-Se com os interesses e necessidades da humanidade. Ele, que era um com Deus, ligou-Se aos filhos dos homens por laços que nunca se romperão. Jesus ‘não Se envergonha de lhes chamar irmãos’.Hebreus 2:11. Ele é nosso sacrifício, nosso Advogado, nosso Irmão, apresentando nossa forma humana perante o trono do Pai, achando-Se, através dos séculos eternos, unido à raça que Ele — o Filho do homem — redimiu. E tudo isto para que o homem pudesse ser erguido da ruína e degradação do pecado, a fim de que refletisse o amor de Deus e participasse da alegria da santidade.” Caminho a Cristo, p. 14.

QUARTA

“O Cristo de Deus”

             Grande parte da população de Israel estava disposta a aceitar a Jesus como poderoso profeta, mas não como o Messias, o Servo Sofredor de Is. 53. Não conseguiam ver no trabalhoso ministério de Cristo, em Seus milagres, sinais, prodígios e ensinos, mais que um profeta. Nunca, em tempo algum na história de Israel, alguém havia sido tão poderoso e mais que humano como Cristo Jesus.

            As opiniões públicas variavam. Uns diziam que Aquele Homem prestigioso em obras e palavras era João Batista ressuscitado, embora não poucos os viram juntos por ocasião do batismo de Cristo. Outros diziam que era Elias que voltara dos Céus para cumprir novo ministério entre os homens. Contudo, nem João Batista e nem Elias tiveram um testemunho tão vigoroso como o de Cristo. Quantas e quantas vezes a Divindade irradiou dAquele jovem galileu e os homens sentiram pertíssimo a presença do Eterno?  

Muitos judeus acreditavam que Cristo era um dos antigos profetas ressuscitados. A falta de conhecimento das Escrituras é sempre desastrosa. Houvessem os israelitas se apegado à Palavra de Deus e não às opiniões de seus falsos ensinadores, e teriam percebido de pronto que Cristo era mais que um profeta. Ele era o “Cristo de Deus”.

Pedro resumiu a verdade em quatro palavras: “O Cristo de Deus”. Isto é, o Deus encarnado, o Messias verdadeiro, Aquele que devia vir ao mundo para salvá-lo da destruição. “Desde o princípio Pedro crera que Jesus era o Messias. Muitos outros que foram convencidos pela pregação de João Batista, e aceitaram a Cristo, começaram a duvidar da missão de João quando ele foi preso e morto; e agora duvidavam de que Jesus era o Messias, a quem há tanto tinham aguardado. Muitos dos discípulos que haviam esperado ardentemente que Jesus tomasse Seu lugar no trono de Davi, deixaram-nO ao perceber que Ele não tinha essa intenção. Mas Pedro e seus companheiros não se desviaram de sua fidelidade. A vacilante atitude dos que ontem louvavam e hoje condenavam, não destruiu a fé dos verdadeiros seguidores do Salvador. Pedro declarou: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.Mateus 16:16. Não esperou que honras reais coroassem seu Senhor, mas aceitou-O em Sua humilhação.” O Desejado de Todas as Nações, p. 289.

O mais velho dos apóstolos estava, nessa expressão, confessando a fé de todo o grupo íntimo de Jesus. Embora tivessem ainda dificuldades de compreender a verdadeira missão do “Cristo de Deus”.

Durante muitos anos, desde sua infância, cada um deles ouvira histórias ficcionistas acerca do Messias. Esse infeliz ensino moldara-lhes de tal forma o pensamento que eles viviam em conflito íntimo ao comparar o ministério de Jesus com os ensinamentos dos sacerdotes, escribas, rabinos e doutores da Lei. Conspirava ainda contra a verdadeira compreensão a massificação da tradição religiosa da nação.  Ouviam todos os dias interpretações equivocadas das Escrituras. O pensamento dos líderes era para eles como as próprias palavras do Senhor.

Receber, porém, a Cristo como de Deus requer a intervenção do Pai das Luzes. Jesus deixou claro a Pedro e seus companheiros, que essa revelação fora dada do Céu e não dos homens ou mediante conclusões intelectuais: “Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.” (Mt 16:17). Ninguém pode conhecer verdadeiramente o Cristo de Deus sem a iluminação do Espírito Santo.

QUINTA

A transfiguração

            Por que houve necessidade de tal demonstração divina na transfiguração de Cristo, se apenas três dos doze discípulos tiveram o privilégio de contemplá-la? Jesus deixou claro: “Em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte até que vejam o reino de Deus.” (Lc 9:27).”

            “Unicamente os três que Lhe hão de testemunhar a angustia no Getsêmani foram escolhidos para estar com Ele no monte. Agora, a nota predominante de Sua prece e que lhes seja dada uma manifestação da glória que Ele tinha com o Pai antes que o mundo

existisse, que Seu reino seja revelado a olhos humanos e que os discípulos sejam fortalecidos pela contemplação do mesmo. Roga que testemunhem uma manifestação de Sua divindade que, na hora de Sua suprema agonia, os conforte com o conhecimento de que Ele é com certeza o Filho de Deus, e que Sua ignominiosa morte é uma parte do plano da redenção.” O Desejado de Todas as Nações, p. 365.

            Certamente nosso Redentor não estava falando da glória de Sua segunda vinda e do estabelecimento do reino eterno de Deus, mas da constituição do povo que viverá para sempre com Ele. Cristo, como Rei divino, estará com os ressuscitados de todos os tempos representados por Moisés e também com os vivos incorruptibilizados representados por Elias, que subiu ao Céu sem ver a morte.

“Moisés, sobre o monte da transfiguração, era um testemunho da vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Representava os que sairão do sepulcro na ressurreição dos justos. Elias, que fora trasladado ao Céu sem ver a morte, representava os que se hão de achar

vivos na Terra por ocasião da segunda vinda de Cristo, e que serão “transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta”; quando ‘isto que é mortal se revestir da imortalidade’ e ‘isto que e corruptível se revestir da incorruptibilidade’. 1 Coríntios 15:51-53. Jesus estava revestido da luz do Céu, como ha de aparecer quando vier a ‘segunda vez, sem pecado [...] para salvação’. Hebreus 9:28. Pois virá ‘na glória de Seu Pai, com os santos anjos’. Marcos 8:38. Cumpriu-se então a promessa do Salvador aos discípulos. Sobre o monte, foi representado em miniatura o futuro reino da glória—Cristo, o Rei, Moisés como representante dos santos ressuscitados, e Elias dos trasladados.” Obra citada, p. 366.

            Pedro, afoito como sempre, não entendeu a visão, mas achou que Moisés e Elias vieram do Céu para ajudar Cristo no estabelecimento do reino terrestre do Messias. Então se dispôs a construir três tendas para que ali ficassem os seres celestiais. Deus o repreendeu desde Seu trono, dizendo que eles, os discípulos, deviam ouvir o Filho Amado e a mais ninguém.

            “Ao contemplarem a nuvem gloriosa, mais resplandecente do que aquela que ia adiante das tribos de Israel no deserto; ao ouvirem a voz de Deus falando em terrível majestade, fazendo tremer a montanha, os discípulos caíram por terra. Ali permaneceram prostrados, o rosto oculto, até que Jesus Se aproximou e os tocou, dissipando os temores com Sua conhecida voz: ‘Levantai-vos, e não tenhais medo’. Mateus 17:7. Aventurando-se a erguer os olhos, viram que a glória celestial se dissipara, e as figuras de Moisés e Elias haviam desaparecido. Estavam no monte, a sós com Jesus.” Idem, p. 368. 

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