Batismo e Tentações

Escrito por César L. Pagani
Categoria: Resumo da Lição da Escola Sabatina Criado: Segunda, 06 Abril 2015 05:08

Lição 2 – 04 a 10 de abril de 2015

Verso para memorizar: “E o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do Céu: Tu és o Meu Filho Amado, em Ti Me comprazo.”  (Lc 3:22)

   

            Jesus Cristo, como todo judeu, foi circuncidado ao oitavo dia, apresentado no templo, participou de todas as injunções religiosas indicadas na lei de Moisés, celebrou todas as festas designadas a Israel. Uma coisa, temos certeza, Jesus não fez: Oferecer um cordeiro, um caprino, um pássaro por culpa de pecado. Ele era e sempre foi “santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores”  (Hb 7:26).

            O batismo é uma prática cujas origens, segundo alguns eruditos, remontam aos banhos de purificação judaicos. Os judeus praticavam o batismo como ato tradicional de purificação e iniciação dos prosélitos no judaísmo, muito antes dos tempos de João Batista. Instruído pelo Espírito, porém, João deu início a seu ministério pregando arrependimento, confissão dos pecados e batismo aos seus ouvintes, para que o povo pudesse estar preparado para o advento do Messias.

            Como descendente de Abraão, nosso Redentor foi em busca do batismo, pois, como representante de nossa raça, deveria cumprir toda a justiça do reino de Deus.  “Jesus não recebeu o batismo como confissão de pecado de Sua própria parte. Identificou-Se com os pecadores, dando os passos que nos cumpre dar. A vida de sofrimento e paciente perseverança que viveu depois do batismo, foi também um exemplo para nós.” O Desejado de Todas as Nações, p. 79.

           

DOMINGO

Preparo do caminho do senhor          

            O preparo do caminho do Senhor muitas vezes é feito por cortantes denúncias de pecado e impiedade, com vistas a levar convicção aos corações endurecidos e incutir-lhes arrependimento. João era grave em seus sermões. Não temia tornar públicos os pecados de um povo que professava o nome de Jeová.

            Mas o objetivo desse que foi, de acordo com Cristo, o maior dos profetas, era conseguir que os pecados do povo fossem reconhecidos e perdoados (Lc 3:3). Seu ministério estava voltado ao batismo de arrependimento. Porém, o batismo de arrependimento de João não seria válido sem o batismo de fogo do Espírito Santo outorgado por Jesus (Mt 3:11). Um exemplo bíblico desse conceito é expresso em At 19:3-7: “Então, Paulo perguntou: Em que, pois, fostes batizados? Responderam: No batismo de João. Disse-lhes Paulo: João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse nAquele que vinha depois dele, a saber, em Jesus. Eles, tendo ouvido isto, foram batizados em o nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam. Eram, ao todo, uns doze homens.”

            Arrependimento é um conceito teológico que traz em si tristeza pela transgressão da Lei Sagrada, abandono do pecado e aceitação do dom da salvação ofertado por Deus em Cristo Jesus. Diga-se, a bem da verdade, que o arrependimento não pode ser produzido por esforço pessoal do homem ou uma atitude mental direcionada. É outro dom de Deus mediante o Espírito Santo que produz convicção no íntimo do homem (ver At 5:31; 11:18; Rm 2:4)

            Despertado o coração, advém a tristeza de haver ofendido a quem nos ama tanto, ao Senhor. O Espírito desperta também o senso da necessidade da graça divina e de uma disposição de permitir que Jesus aplique Sua justiça em sua vida, tanto a imputada como a comunicada.

“Como pode alguém ser justo diante de Deus? Como pode o pecador ser justificado? É unicamente por meio de Cristo que podemos ser postos em harmonia com Deus, com a santidade; mas como devemos chegar a Cristo? Muitos fazem hoje a mesma pergunta que fez a multidão no dia de Pentecoste, quando, convencidos do pecado, clamaram: ‘Que faremos?’Atos 2:37. A primeira palavra da resposta de Pedro foi: ‘Arrependei-vos.’Atos 2:38. Noutra ocasião, logo depois, disse: ‘Arrependei-vos, ... e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados.’Atos 3:19.

“O arrependimento compreende tristeza pelo pecado e afastamento do mesmo. Não renunciaremos ao pecado enquanto não reconhecermos a sua malignidade; enquanto dele não nos afastarmos sinceramente, não haverá em nós uma mudança real da vida.

“Muitos há que não compreendem a verdadeira natureza do arrependimento. Multidões de pessoas se entristecem pelos seus pecados, efetuando mesmo exteriormente uma reforma, porque receiam que seu mau procedimento lhes traga sofrimentos. Mas não é este o arrependimento segundo o sentido que lhe dá a Bíblia. Lamentam antes os sofrimentos, do que o próprio pecado. Tal foi a tristeza de Esaú quando viu que perdera para sempre o direito da primogenitura. Balaão, aterrado à vista do anjo que se lhe pusera no caminho com a espada alçada, reconheceu seu pecado porque temia que devesse perder a vida; não teve,porém, genuíno arrependimento do pecado, nem mudança de propósito ou aborrecimento do mal. Judas Iscariotes, depois de haver traído seu Senhor, exclamou: ‘Pequei, traindo sangue inocente.’Mateus 27:4.

“A confissão foi arrancada de sua alma culpada, por uma horrível consciência de condenação e temerosa expectação do juízo. As consequências que o aguardavam enchiam-no de terror; mas não houve em sua alma uma profunda e dolorosa tristeza por haver traído o imaculado Filho de Deus e negado o Santo de Israel. Faraó, quando sofria sob os juízos de Deus, reconheceu seu pecado, para escapar a castigos posteriores; mas voltava a desafiar o Céu apenas suspensas as pragas. Todos esses lamentaram as consequências do pecado, mas não se entristeceram pelo próprio pecado.

“Quando, porém, o coração cede à influência do Espírito de Deus, a consciência é despertada, e o pecador discerne alguma coisa da profundeza e santidade da lei de Deus, base de Seu governo no Céu e na Terra. A ‘luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo’ (João 1:9), ilumina também os secretos escaninhos da alma, e as coisas ocultas das trevas se põem a descoberto. A convicção se apodera do espírito e da alma. O pecador tem então uma intuição da justiça de Jeová e experimenta horror ante a ideia de aparecer, em sua própria culpa e impureza, perante o Perscrutador dos corações. Vê o amor de Deus, a beleza da santidade, a exaltação da pureza; anseia por ser purificado e reintegrado na comunhão do Céu.

“A oração de Davi, depois de sua queda, ilustra a natureza da verdadeira tristeza pelo pecado. Seu arrependimento foi sincero e profundo. Não fez nenhumempenho por atenuar a culpa; nenhum desejo de escapar ao juízo que o ameaçava lhe inspirou a oração. Reconheceu a enormidade de sua transgressão; viu a contaminação de sua alma; aborreceu o pecado. Não suplicava unicamente o perdão, mas também um coração puro. Anelava a alegria da santidade — ser reintegrado na harmonia e comunhão com Deus. Era esta a linguagem de sua alma.” Caminho a Cristo, pp. 23, 24.

  

SEGUNDA

“tu és meu filho amado”

            Esse testemunho do Pai é preciosíssimo porque não se referia apenas a Cristo, mas à toda a humanidade na figura de seu Santíssimo Representante. Deus amou o mundo de tal maneira...

            “E as palavras dirigidas a Jesus no Jordão: ‘Este é o Meu Filho amado, em quem Me comprazo’, abrangem a humanidade. Deus falou a Jesus como nosso representante. Com todos os nossos pecados e fraquezas, não somos rejeitados como indignos. Deus ‘nos fez agradáveis a Si no Amado’.Efésios 1:6. A glória que repousou sobre Cristo é um penhor doamor de Deus para conosco. Indica-nos o poder da oração — como a voz humana pode chegar aos ouvidos de Deus, e nossas petições podem achar aceitação nas cortes celestiais. Em razão do pecado, a Terra foi separada do Céu e alienada de sua comunhão; mas Jesus a ligou novamente com a esfera da glória. Seu amor circundou o homem e atingiu o mais alto Céu. A luz que se projetou das portas abertas sobre a cabeça de nosso Salvador, incidirá sobre nós ao pedirmos auxílio para resistir à tentação. A voz que falou a Cristo, diz a todo crente: ‘Este é Meu Filho amado, em quem Me comprazo’.” O Desejado de Todas as Nações, p. 68.

            Cada alma convertida que desce às águas batismais ouve da boca do próprio Deus as mesmas palavras que o Senhor disse a Seu Filho querido após Ele sair das águas do Jordão. Outro ponto vital a compreendermos é que junto com o batismo recebemos a unção do Espírito para sermos discípulos de Cristo. Essa unção, porém, deve ser rogada em oração cada dia, pois precisamos ser batizados com o Espírito diariamente. Temos de Lhe ser sujeitos como Jesus o foi, e assim glorificaremos o nome do Senhor.

            O batismo de águas não é completo sem o batismo do Espírito. “Uma vez que é esse o meio pelo qual havemos de receber poder, por que não sentimos fome e sede pelo dom do Espírito? Por que não falamos sobre ele, não oramos por ele e não pregamos a seu respeito? OSenhor está mais disposto a dar o Espírito Santo àqueles que O servem do que os pais a dar boas dádivas a seus filhos. Cada obreiro deve fazer sua petição a Deus pelo batismo diário do Espírito. Grupos de obreiros cristãos se devem reunir para suplicar auxílio especial, sabedoria celestial, para que saibam como planejar e executar sabiamente. Principalmente, devem eles orar para que Deus batize Seus embaixadores escolhidos nos campos missionários, com uma rica medida do Seu Espírito. A presença do Espírito com os obreiros de Deus dará à proclamação da verdade um poder que nem toda a honra ou glória do mundo dariam.” Atos dos Apóstolos, p. 27.

TERÇA

Nem só de pão

          “O diabo Lhe disse: ‘Se és o Filho de Deus, manda esta pedra transformar-se em pão.” (Lc 4:3 – NVI). Jesus era um jovem saudável, forte, de perfeita compleição física, e após jejuar por 960 horas, estava emagrecido, com baixíssima taxa glicêmica em Seu sangue. Muitos abrigam a ideia de que Jesus só sofreu três tentações durante Sua estada no deserto, mas se lermos o verso dois do mesmo capítulo, constataremos  que “durante quarenta dias foi tentado pelo diabo”.

            Ao ser levado pelo Espírito Santo para o deserto, Jesus deveria passar quase um mês e meio meditando sobre Sua missão, o tempo que teria para desempenhá-la, a quem escolheria como auxiliares, por onde começar o trabalho de anunciar o reino de Deus, e tudo quanto Lhe envolvia o ministério.

            Satanás observava atento todas as reações de Jesus durante aquele tempo de terrível solidão. Em sua longa experiência como enganador dos homens, sabia que, quando o ser humano deixa de se nutrir, suas funções mentais declinam, os pensamentos se confundem, podem ocorrer até miragens e outros fenômenos psíquicos. As três tentações mais insidiosas ele as deixou para o ponto mais crítico da condição física de Cristo.

            A presença de Cristo e Sua inabalável pureza e fé eram um desafio para o príncipe satânico. Pensava ele: “Ainda não veio ao mundo um homem que lhe escapasse do poder enganador”. Julgava que Cristo “não seria páreo para ele”.

            A intensidade do conflito do deserto foi tanta, que EGW diz: “Os resultados do conflito envolviam demasiado para ser ele confiado aos anjos confederados. Ele próprio deveria dirigir em pessoa o conflito. Todas as forças da apostasia se puseram a postos contra o Filho de Deus. Cristo Se tornou alvo de todas as armas do inferno.” O Desejado de Todas as Nações, p. 81 – 5a edição – 51o milheiro.

            Seria possível Cristo ser vencido pela tentação? Ora, não houvesse essa possibilidade, e Satanás nada teria tentado. “Pretendem muitos que era impossível Cristo ser vencido pela tentação. Neste caso, não teria sido colocado na posição de Adão, não poderia ter obtido a vitória que aquele deixara de ganhar. Se tivéssemos, em certo sentido, um mais probante conflito do que teve Cristo, então Ele não estaria habilitado para nos socorrer. Mas nosso Salvador revestiu-Se da humanidade com todas as contingências da mesma. Tomou a natureza do homem com a possibilidade de ceder à tentação. Não temos de suportar coisa nenhuma que Ele não tenha sofrido.” Obra citada, p. 82.

            O maligno pretendia que Cristo exercesse Seu poder divino para saciar a fome que O torturava. “Ora, se Você é o Filho de Deus, não há nenhum problema em transformar estas pedras em pães e comê-los.” A esta altura é bom lembrar que Satanás foi até Cristo disfarçado em anjo de luz, como que enviado para atender e consolar o Sofredor. Ele chegou a ponto de sugerir a Cristo que Ele era o anjo que fora banido do Céu por se rebelar contra Deus (ver obra citada, p. 84). Se Cristo fizesse o milagre, então provaria não ser o anjo rebelado.

            Houvesse Jesus atendido à sugestão e teria cedido, como Adão, às sugestões do mais perverso dos seres e caído em pecado. As tentações de Satanás nunca são para a prática do bem.

“Não foi sem luta que Jesus pôde escutar em silêncio o arquienganador. O Filho de Deus, no entanto, não devia provar Sua divindade a Satanás ou explicar-lhe a causa de Sua humilhação. Atendendo às exigências do rebelde, não se conseguiria coisa alguma para o bem do homem ou a glória de Deus. Houvesse Cristo concordado com as sugestões do inimigo, e Satanás teria dito ainda: ‘Mostra-me um sinal, para que eu creia que és o Filho de Deus’. A prova teria sido inútil para quebrar o poder da rebelião no coração dele. E Cristo não devia exercer poder divino em Seu próprio benefício. Viera para sofrer a prova como nos cumpre a nós fazer, deixando-nos um exemplo de fé e submissão. Nem aí, nem em qualquer ocasião, em Sua vida terrestre, operou ele um milagre em Seu favor. Suas maravilhosas obras foram todas para o bem dos outros. Se bem que Cristo reconhecesse Satanás desde o princípio, não foi incitado a entrar com ele em discussão. Fortalecido com a lembrança da voz do Céu, descansou no amor de Seu Pai. Não parlamentaria com a tentação.” Ibidem.

QUARTA

“adore-me”

            E, elevando-O, mostrou-Lhe, num momento, todos os reinos do mundo. Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser. Portanto, se prostrado me adorares, toda será Tua. Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele darás culto.” (Lc 4:5-8)

            Na derradeira tentação, Satanás mostra-se em toda a sua vaidade, arrogância, argumentos capciosos e louco desejo de que Cristo Se curvasse perante Ele e o adorasse como Deus. Ele sempre, desde o início de sua rebelião, quis ser adorado como o Criador, afinal, depois da Divindade, quem era o ser mais elevado do Céu e da criação?

            Ele mente de forma descarada e diz que o mundo era dele e que, se Jesus lhe prestasse homenagem, ele daria ao Redentor tudo quando havia no mundo e sem necessidade de lutas, privações, provações, sacrifício e morte. Na verdade, o domínio do mundo lhe foi entregue por Adão ao esse pecar. Mas Adão era apenas um governador escolhido e não o proprietário do planeta. Deus era, é e sempre será o Dono de tudo.

            A sutileza do engano foi de pronto percebida por Jesus. “Quando o tentador ofereceu a Cristo o reino e a glória do mundo, estava propondo que Ele renunciasse à verdadeira soberania do mesmo e mantivesse domínio em sujeição a Satanás. Era este o mesmo domínio em que os judeus fundavam as esperanças. Desejavam o reino deste mundo. Houvesse Cristo consentido em oferecer-lhes tal reino, com alegria tê-Lo-iam recebido. Mas a maldição do pecado, com todas as suas misérias pesaria sobre esse reino. Cristo declarou ao tentador: ‘Vai-te, Satanás; porque está escrito: Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a Ele servirás’.Mateus 4:10.” O Desejado de Todas as Nações, p. 81.

            Jesus não deixara Sua glória no Céu para ter uma vida de regaladas facilidades na Terra, com riquezas, fama, domínio e para ser servido como rei do mundo. Ele viera com o decidido propósito de salvar o homem a quem tanto amava. Dispôs-Se a qualquer sacrifício por amor dos perdidos e não renunciaria à trilha dos padecimentos por coisa nenhuma. Ele foi obediente até à morte e morte de cruz.

            A terceira tentação é bem-sucedida com muitos homens – “Os reinos deste mundo eram oferecidos a Cristo por aquele que se revoltara no Céu, com o fim de comprar-Lhe a homenagem aos princípios do mal; mas Ele não seria comprado; viera para estabelecer o reino da justiça, e não renunciaria a Seu desígnio. Com a mesma tentação aproxima-se Satanás dos homens, e tem aí mais êxito do que obteve com Jesus. Oferece-lhes o reino deste mundo, sob a condição de lhe reconhecerem a supremacia. Exige que sacrifiquem a integridade, desatendam à consciência, condescendam com o egoísmo. Cristo lhes pede que busquem primeiro o reino de Deus, e Sua justiça, mas o inimigo põe-se-lhes ao lado, e diz: ‘Seja qual for a verdade sobre a vida eterna, para conseguir êxito neste mundo, precisas servir-me. Tenho nas mãos teu bem-estar. Posso dar-te riquezas, prazeres, honra e felicidade. Dá ouvidos a meu conselho. Não te deixes levar por extravagantes ideias de honestidade ou abnegação. Prepararei o caminho adiante de ti’. Assim são enganadas multidões. Consentem em viver para o serviço do próprio eu, e Satanás fica satisfeito. Enquanto os seduz com a esperança do domínio do mundo, ganha-lhes domínio sobre a mente. Oferece aquilo que não lhe pertence conceder, e que há de ser em breve dele arrebatado. Despoja-os, entretanto, fraudulosamente, de seu título à herança de filhos de Deus.” Obra citada, p. 81.

QUINTA

Cristo, o Vitorioso

           

            Da perspectiva humana, carnal, Jesus foi um fracassado. Veio para o que era Seu e os Seus não O receberam. Dos milhões de pessoas que habitavam as terras de Israel na época, bem poucos aceitaram Seus ensinos e a luz que dEle emanava. Foi perseguido implacavelmente desde o início de Seu ministério. Andou fazendo o bem e curando os oprimidos do diabo, mas não foram muitos os beneficiários de Suas bênçãos que O aceitaram como Salvador e Senhor.

            De Seus doze companheiros, um O traiu, outro O negou e nove se dispersaram deixando-O sozinho. Tão somente João, o discípulo amado, teve a fé e a ousadia de acompanhá-Lo até o último suspiro.

            Mas, sob a infalível perspectiva divina, Jesus foi o grande vitorioso. Quando bradou “está consumado”, isso queria dizer que todo o plano da salvação havia sido cumprido até ali. Saiu do túmulo pela vida que tinha em Si mesmo e ascendeu aos céus para ser “misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo” (Hb  2:17).

            Jesus continua triunfando. Todas as hostes espirituais da maldade demoníaca e da impiedade humana não conseguem vencê-Lo numa só batalha que seja. Pelo Seu bendito Espírito prossegue nos orientando em Sua Palavra – Cristo revelado em letra – para que a conheçamos e usemos em repelir as tentações como Ele mesmo o fez.

            Assim como empregou com Jesus o artifício de torcer e tirar do devido contexto as palavras divinas, o maligno fa-lo-á  da mesma forma conosco. “Quando vos pedirem para ouvir as razões de uma doutrina que não compreendeis, não condeneis a mensagemantes de fazer uma investigação completa, e de verificar pela Palavra de Deus que não é sustentável. Se me fosse concedida a oportunidade, falaria aos estudantes de todas as Escolas Sabatinas do mundo, elevando minha voz em fervoroso apelo para que fossem à Palavra  de Deus em busca de verdade e luz. Justamente agora Deus reserva preciosa luz para Seu povo e deveis investigar fervorosamente para atingir um perfeito conhecimento de cada ponto da verdade, para que no dia de Deus não sejais achados entre os que não viveram de toda palavraque sai da boca de Deus.” Conselhos Sobre a Escola Sabatina, p. 31.

“Os mestres necessitam íntimo conhecimento da Palavra de Deus. A Bíblia, e ela tão somente, lhes deve ser conselheira. A Palavra de Deus é como as folhas da árvore da vida. Nela se satisfaz toda necessidade dos que lhe amam os ensinos e os introduzem na vida prática. Muitos dos alunos que vêm para nossas escolas, embora tenham sido batizados, são inconversos. Ignoram o que seja ser santificado mediante a crença na verdade. Deviam ser ensinados a investigar e compreender a Bíblia, a receber suas verdades no coração e segui-las na vida diária. Assim se tornarão fortes no Senhor; pois os nervos e os músculos espirituais nutrem-se do pão da vida.” Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, p. 352. 

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