Assunto de Vida ou morte

Escrito por César L. Pagani
Categoria: Resumo da Lição da Escola Sabatina Criado: Sábado, 10 Janeiro 2015 19:15

Lição 3 – 10 a 16 de janeiro de 2015

Verso para Memorizar

“Pois o mandamento é uma lâmpada e a Lei uma luz; as repreensões de ensino são o caminho da vida.” (Pv. 6:23) – NKJV).

César L. Pagani

            Todos os ensinos da Palavra de Deus são assunto de vida ou morte, assim como a árvore do conhecimento do bem e do mal implicava em vida ou morte. Vida se obedecidas as palavras de Deus a respeito de suas restrições, ou morte se desatendidas. Os caminhos da bênção e da maldição relatados em Dt 30:15-19: “Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames o Senhor, teu Deus, andes nos Seus caminhos, e guardes os Seus mandamentos, e os Seus estatutos, e os Seus juízos, então, viverás e te multiplicarás, e o Senhor, teu Deus, te abençoará na terra à qual passas para possuí-la. Porém, se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido, e te inclinares a outros deuses, e os servires, então, hoje, te declaro que, certamente, perecerás; não permanecerás longo tempo na terra à qual vais, passando o Jordão, para a possuíres. Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.”

DOMINGO

 A lei em nossa vida 

            “Jovem, obedeça sempre ao seu pai; nunca deixe de seguir os conselhos de sua mãe. Grave as ordens de seus pais em seu coração; tenha-as sempre diante de você.” (Pv 6:20,21 – A Bíblia Viva. “Obedeça às minhas ordens e você viverá feliz; dê à minha lei o  mesmo valor que você dá aos seus olhos. Pense nelas quando for fazer alguma coisa com as mãos; grave-as bem firmemente em sua memória.” (Pv 7:2, 3 – Idem). 

            Salomão tinha em mente, ao escrever esses conselhos, pais e mães tementes a Deus e que guardavam ciosamente Sua Lei, e assim a transmitiam aos filhos. Foi isso que o Grande Jeová ensinou a Israel: “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.” (Dt 6:6-9 - VARA)

            Notemos que o ensino da Lei aos filhos tem uma pedagogia intensiva. O verbo hebraico shanan, vertido na Almeida Revista e Atualizada como “inculcar” tem o significado de “aguçar, afiar, ensinar incisivamente”.  A repetição dos preceitos divinos tende a cristalizar na alma o ensino precioso.

            O aprendizado é contínuo. Quando os jovens deixam o lar para formar suas famílias, devem eles continuar a aprender as leis de Deus conforme a revelação bíblica. Esse tipo de educação se perpetuará por toda a vida terrena e também na eternidade. Nunca nos formaremos nessa disciplina, pois o conhecimento do Eterno é imensurável. Mas, importa progredir na assimilação dos preceitos e em sua prática, pois de nada adianta a sabedoria  intelectual extraída das Escrituras, apartada de sua prática. 

            “Deus nos deu Seus santos preceitos, porque ama a humanidade. Para escudar-nos dos resultados da transgressão, revela os princípios de justiça. A Lei é uma expressão do pensamento divino; quando recebida em Cristo, torna-se nosso pensamento. Ergue-nos acima do poder dos desejos e tendências naturais, acima das tentações que induzem ao pecado...

            “Quando a Lei foi proclamada no Sinai, Deus tornou conhecida aos homens a santidade de Seu caráter a fim de que, por contraste, pudessem ver a pecaminosidade do seu próprio. A Lei foi dada para os convencer do pecado e revelar-lhes sua necessidade de um Salvador. Assim o faria, à medida que seus ensinos fossem aplicados ao coração pelo Espírito Santo. Esta obra deve ela fazer ainda.” O Desejado de Todas as Nações, pp. 225, 226.

“Cristo viveu uma vida deperfeita obediência à Lei de Deus, deixando nisto um exemplo perfeito a toda criatura humana. A vida que Ele viveu neste mundo, devemos nós viver, mediante Seu poder, e sob as Suas instruções.” A Ciência do Bom Viver, p. 180.

SEGUNDA

Luz e vida

            Porque o mandamento é uma lâmpada, e a lei, uma luz, e as repreensões da correção são o caminho da vida.” (Pv 6:23 – VARC).

“Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos.” (          Sl 19:8).

“Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração.” (2Pe 1:19).

“Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e, luz para os meus caminhos.” (Sl 119:105).

Os mandamentos divinos são lâmpada irradiando contínua e poderosa luz, candeia em lugar tenebroso, iluminadores do espírito, desvendadores de santidade. As admoestações, repreensões, corrigendas, ameaças, advertências  e recriminações contidas na Palavra de Deus não são terrorismo, mas caminho para a vida eterna. O mandamento é santo, justo e bom e, portanto, fazemos bem em atendê-lo.  Pecamos contra nossa própria alma quando desobedecemos aos conselhos e ordens divinos.

Falando de si própria, a sabedoria divina diz: “Mas o que peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte.” (Pv 8:36).

Aquele que rejeita essa sabedoria colherá trevas e juízo no final. “Então virá o fim. Deus reivindicará Sua lei e livrará Seu povo. Satanás e todos quantos se lhe houverem unido em rebelião serão extirpados. O pecado e os pecadores perecerão, raiz e ramos (Ml 4:1) - Satanás a raiz, e seus seguidores os ramos. Cumprir-se-á a palavra dirigida ao príncipe do mal: ‘Pois que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus... te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas... Em grande espanto te tornaste, e nunca mais serás para sempre.’ Ez 28:6-19. Então ‘o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá’ (Sl 37:10); ‘e serão como se nunca tivessem sido’. Ob 16.

“Isso não é um ato de poder arbitrário da parte de Deus. Os que Lhe rejeitavam a misericórdia ceifarão aquilo que semearam. Deus é a fonte da vida; e quando alguém escolhe o serviço do pecado, separa-se de Deus, desligando-se assim da vida. Ele está ‘separado da vida de Deus’. Ef 4:18. Cristo diz: ‘Todos os que Me aborrecem amam a morte.’ Pv 8:36. Deus lhes dá existência por algum tempo, a fim de poderem desenvolver seu caráter e revelar seus princípios. Feito isso, receberão os resultados de sua própria escolha. Por uma vida de rebelião, Satanás e todos quantos a ele se unem colocam-se em tanta desarmonia com Deus, que Sua própria presença lhes é um fogo consumidor. A glória dAquele que é amor os destruirá.” O Desejado de Todas as Nações, pp. 763, 764.

Comenta o exegeta Matthew Henry: “Temos de olhar para a Palavra de Deus, tanto como uma luz (Pv 6:23), como uma lei (Pv 6: 20,23). Por seus argumentos é uma luz que o nosso entendimento deve aceitar; é lâmpada para os nossos olhos fazerem descobertas, e  para os nossos pés terem a direção. A Palavra de Deus nos revela verdades de eterna

certeza, e é construída sobre a mais absoluta razão.  A Escritura é uma luz certa. Na sua autoridade é uma lei à qual nossa vontade deve submeter-se.

“Como essa luz nunca se originou das escolas dos filósofos, assim nunca tal lei procedeu do trono de qualquer príncipe, tão bem composta, tão bem coesa que é. Tal lei é como uma lâmpada e uma luz que trazem consigo a evidência de sua própria benignidade. Devemos recebê-la como mandamento de nosso pai e lei de nossa mãe (Pv 6:20), pois é o mandamento de Deus e Sua Lei.”   

TERÇA

Lutando contra a tentação

      Guarde sempre as suas palavras bem gravadas no coração. Os seus ensinamentos o guiarão quando você viajar protegerão você de noite e aconselharão de dia. As suas instruções são uma luz brilhante, e a sua correção ensina a viver. Elas livrarão você da mulher imoral e das suas palavras sedutoras.” (Pv 6:21-24)

            Podem os ensinamentos e instruções da Lei guardar-nos de cair em tentação, considerando que temos uma natureza pecaminosa e inclinada para o mal? Deus mesmo afirma que: “Porque o Meu povo é inclinado a desviar-se de Mim.” (Os 11:7). Paulo considera a mortal situação do homem: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.” (Rm 7:14). 

            Davi, embora tenha cometido muitos erros, era sincero de coração e temente a Deus. Seu segredo para resistir à tentação era: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra Ti.”

            Assim ensinou e exemplificou Cristo: “O Salvador venceu para mostrar ao homem como ele pode vencer. Todas as tentações de Satanás, Cristo enfrentava com a Palavra de Deus. Confiando nas promessas divinas, recebia poder para obedecer aos mandamentos de Deus, e o tentador não podia alcançar vantagem. A toda tentação, Sua resposta era: ‘Estáescrito.’ Assim Deus nos tem dado Sua Palavra para com ela resistirmos ao mal. Pertencem-nos grandíssimas e preciosas promessas, a fim de que por elas fiquemos ‘participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo’. 2Pe 1:4.” A Ciência do Bom Viver, p. 181.

“Diante de nós temos o exemplo de Cristo. Ele venceu a Satanás, mostrando-nos como também podemos vencer. Cristo resistiu a Satanás com as Escrituras. Poderia ter recorrido ao Seu próprio poder divino, e usado Suas próprias palavras; mas disse: ‘Estáescrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.’ Mt 4:4. Fossem as Sagradas Escrituras estudadas e seguidas, e o cristão seria fortalecido para enfrentar o astuto inimigo; mas a Palavra de Deus é negligenciada, seguindo-se o desastre e a derrota.” Conselhos Sobre Mordomia, p. 210. 

 “Deve haver vivo e crescente interesse emarmazenarna mente a verdade bíblica. O precioso conhecimento assim obtido edificará uma barreira ao redor da alma. Embora assaltada por tentações, terá ela uma firme confiança em Jesus, mediante o conhecimento dAquele que nos chamou à glória e à virtude.” Testimonies on Sabbath School Work, p. 12. 

QUARTA

“Não furtarás”

“Quem rouba comida para matar a fome não é desprezado. Porém, se é apanhado, tem de pagar sete vezes mais: ele precisa entregar tudo o que tem.” (Pv 6:30, 31 – NTLH).

Isso não quer dizer que o ato do homem que rouba por que tem fome seja uma exceção ao oitavo mandamento. Mas, o desnorteio do “ladrão ocasional” por causa da fome o leva a praticar o furto. Ele não é um larápio de carreira, não assalta à mão armada ou ameaça a vida da vítima.  Rouba às escondidas. A sociedade é mais complacente com aquele que assim age, do que com um profissional do roubo. As leis consideram com atenuantes o caso daquele que furta por carência.  

Salomão está tratando, no contexto, do roubo da mulher do próximo e usa como exemplo um delito leve em suas consequências e o compara com a gravidade do crime de adultério.  O adúltero comete transgressão gravíssima por desgraçar a família do semelhante, a sua própria, trazendo vergonha e tristeza para as duas p0steridades e quiçá à comunidade, simplesmente para satisfazer suas paixões libidinosas. Em Israel esse crime era punido com a morte dos envolvidos (Lv 20:10).

O Dr. John Gill comenta que o furto ilustrado pelo sábio “é uma falta, mas não tão terrível, pelo menos não tão odiosa como o adultério, por causa do qual é mencionado e com o qual é comparado. O propósito do exemplo é mostrar que o adultério é muito maior do que o primeiro.” Commentaries on Proverbs 6.

Os comentários da Bíblia de Dake elencam os efeitos deletérios do adultério:

“1. Morte espiritual (v. 32; Rm 8:12, 13).

“2. Morte física (v.32; Lv 20:10; Dt 22:22).

“3. Morte eterna (v. 32; 1Co 6:9, 10; Gl 5:19-21; Ap 21:8; 22:15).

“4. Castigo e vilipêndio [aviltamento]. Entre os romanos quem fosse apanhado no ato era entregue ao marido afrontado para ser castigado com infâmia, desgraça e até com a morte, se este assim desejasse.

“5. Opróbrio [desonra pública] que não se apagará (v. 33).

“6. Ódio cego do marido (vv. 34, 35).”

“Este mandamento [o sétimo] proíbe não somente atos de impureza, mas pensamentos e desejos sensuais, ou qualquer prática com a tendência de os excitar. A pureza é exigida não somente na vida exterior, mas nos intuitos e emoções secretos do coração. Cristo, que ensinou os deveres impostos pela Lei de Deus, em seu grande alcance, declarou ser o mau pensamento tão verdadeiramente pecado como o é o ato ilícito.” Patriarcas e Profetas, p. 333, 334.

QUINTA

Ameaça de morte

            “O salário do pecado é a morte.” (Rm 6:23). As Escrituras Sagradas estão repletas de casos de homens e mulheres que preferiram o pecado e receberam seu justo salário. Além da morte física, a morte eterna. Quem resiste às incursões do Espírito rejeitando os oferecimentos graciosos de salvação, está acumulando pecados que serão punidos no dia da ira do Senhor. Os desobedientes e revoltosos conhecerão a ira de Deus  (Ef. 5:6), sem mistura de misericórdia.

“O pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tg 1:15). Deus é fogo consumidor para o pecado e os que se apegam a ele com ele têm de perecer. Os que formam um só corpo com o pecado e por nada se separam dele, recebem o justo veredicto: morte eterna. Um teólogo adventista escreveu: “Ele [o pecado] não pode ter um fim diferente que não a morte, porque ele é a ausência de justiça, e a justiça é a vida e o caráter de Deus. Desse modo, a eleição persistente e definitiva do pecado significa escolha da completa separação da vida de Deus e, por isso, de toda vida possível, porquanto não há outra à parte da que provém dEle. Cristo, que é sabedoria de Deus, diz: ‘todos os que me odeiam amam a morte’ (Pv 8:36). Os que finalmente sofrerem a morte serão somente aqueles que haviam trabalhado para obtê-la.”

            O rei Salomão, descrevendo o comportamento do jovem tolo que se deixou seduzir por uma mulher adúltera, afirma que o moço incauto foi enfeitiçado pelos apelos sensuais da mulher e a seguiu como um boi que, inconsciente do que lhe sucederá, trilha o caminho do matadouro, onde o magarefe (aquele que mata e esfola o gado), o pecado,  o aguarda. Tragédia e mais tragédia vêm após esse procedimento transgressor. O pecador não tem senão pequena ideia de onde o levará o pecado. 

            Um terrível ardil de Satanás é ocultar os resultados do pecado. Ele sempre mostra a vereda das  trevas como ditosa, prazerosa, compensadora. O filho pródigo escapou por pouco de sua loucura. Não fosse a certeza do amor do pai e seu arrependimento do pecado e ele teria perecido longe do lar.

            Alguém considerou os versos 24 a 26 de Provérbios como quatro mandamentos: “dai-me ouvidos”, “esteja atento às palavras da Minha boca”, “Não se desvie o teu coração” e “não andes perdido em suas veredas”. E também descreveu os efeitos malignos do adultério: “a muitos feridos derribou” e “muitíssimos os que por ela [a adúltera] foram mortos”, “caminhos de sepultura são a sua casa”, “os quais descem às câmaras da morte”.

            “Definição de uma prostituta— Não é essa adoração de ídolo da mais degradante espécie? — os lábios dando louvores e adorando a um pecaminoso ser humano, extravasando expressões de arrebatadora ternura e adulação que só pertencem a Deus — as faculdades entregues a Deus em solene consagração, servindo a uma prostituta; pois qualquer mulher que permitir os galanteios de qualquer homem que não seja seu marido, que der ouvidos aos seus atrevimentos, e cujos ouvidos se agradam do extravasar de palavras pródigas de afeição, de adoração, de carinho, é adúltera e prostituta.” Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos,  pp. 434, 435    

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