Sábado 20/02

“ALEGREI-ME quando me disseram: Vamos à casa do Senhor.” Salmo 122:1

A Escola Sabatina dos Adultos sorri, canta e louva o nome do Senhor nosso Deus, porque Ele nos recebe a cada Sábado com muita alegria. Confraternizamo-nos, trocamos as experiências da semana, testemunhamos e estudamos a palavra de Deus.

No templo a Igreja divide-se em 14 unidades, organizadas de 3 em 3 bancos cada uma, sempre deixando 1 banco isolado como intervalo.

Acompanhe as fotos do site e veja como a igreja ficou bonita com a sua presença e com a organização que você ajudou a construir.

As unidades novas 02 e 08 crescem a cada sábado e recebem os novos alunos com alegria.

A unidade 14 - Conexão fica situada na galeria e tem por objetivo acolher os nossos irmãos adventistas visitantes, bem como os demais membros de outras comunidades religiosas, afim de que todos se sintam bem em nosso meio.

Há 3 unidades externas: 15 - Unidade dos Casais, 16 - Unidade dos Estudos Aprofundados da Lição e 17 - Unidade dos Amigos do Coração.

"Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla dos seus vestidos; Como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque alí o Senhor ordena a benção e a vida para sempre.”Salmos 133

Exaltamos o nome de Deus que tem nos abençoado com momentos tão especiais em nossa Igreja Central Paulistana. 

Convidamos você que ainda não se cadastrou em uma unidade para que esteja entre nós e faça parte desta família.

A Escola Sabatina é o coração da igreja do coração e precisa estar viva e forte aguardando a Volta do nosso Senhor Jesus!

“A obra da Escola Sabatina é importante e todos os que se interessam na verdade devem esforçar-se por torná-la próspera.” CSES, pág9.

A Escola Sabatina é de todos. É única. É Grande e é nossa.

Façamos o Coração da Igreja, bater firme e forte.

Escola Sabatina “Um Coração de Esperança”. 

Vamos Fazer Juntos!

 

 

Lição 11 – 4 a 11 de junho de 2011

AS VESTES NUPCIAIS

VERSO EM DESTAQUE: “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Rm 8:1 - RC)
 

O conhecimento das cerimônias relacionadas com os atos nupciais no Oriente é essencial para a  compreensão de várias passagens da Escritura.

As festas matrimoniais eram  realizadas com muita alegria e permitido aos noivos conversarem,  tornando-se, assim mais conhecidos um do outro. Mas, por espaço de alguns dias, antes do casamento, eles vão para suas casas para receber  visitas amistosas.

Os amigos do noivo eram indicados nominalmente (ver a história de Sansão)  e também  as companheiras da noiva (Jz 14: 10 a 18 e Sl 45:9, 14 e15).

As amigas e parentes  da noiva cantavam o epitálamo, ou cântico nupcial à porta da noiva, à tarde, antes do casamento.  Os convidados das duas partes eram chamados “filhos das bodas”, sendo isto um fato que lança muita luz sobre as palavras de Jesus Cristo: “Podem acaso estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles?” (Mt 9.15)

O noivo, na parte de tarde, reclamava a noiva e ia acompanhado dum certo número de amigos. Todos em procissão levavam tochas e lâmpadas, precedidos de uma banda musical.

Nenhuma pessoa podia juntar-se ao cortejo sem portar alguma espécie de luz. Os archotes eram feitos de estopa ou farrapos de linho bem torcidos e metidos em vasos de metal postos no topo dum varapau.
Doutras vezes a lâmpada ou a tocha ia em uma das mãos ao passo que a outra segurava um vaso de azeite, havendo o cuidado, de quando em quando,  deitar azeite na candeia para conservá-la  acesa em todo o trajeto (Mt 25.1-8).

Depois da cerimônia e bênção do casamento, os noivos eram conduzidos com grande pompa à sua nova casa. A procissão era liderada pelo  noivo que ia em busca da  sua noiva. O episódio da “veste nupcial” baseia-se no fato de que era costume aparecerem as pessoas nas festas do casamento com ricos vestidos.
Havia um guarda-roupa do qual podia servir-se todo aquele que não estava devidamente provido de veste nupcial.

Se o casamento era entre pessoas de alta estirpe, cada convidado  recebia  uma magnífica vestimenta. Estavam as vestes penduradas numa câmara por onde passavam os convidados. Ali se vestiam em honra do  anfitrião antes de entrarem na sala do banquete.

Este costume ainda prevalece no Oriente. Quando um homem rico faz uma festa, ordena que os convidados coloquem uma espécie de peliça (peça de roupa feita de peles – uma sobrecapa) sobre a roupa.

DOMINGO

Dias de fervor

No capítulo 21 de Mateus temos o relato da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Uma profecia datada de 500 anos antes da primeira vinda de Cristo predissera que o Messias, o Rei Eterno de Israel, entraria na cidade santa montado num jumentinho (Zc 9:9).

Em verdade, Jesus não estava querendo Se mostrar ao entrar assim em Jerusalém. Ele estava dando a todo o povo o testemunho de que era o Messias e trazia muita graça e salvação a todos. Por ocasião da entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, o povo que de todas as partes do país se congregara a fim de elaborar a festa, foi em tropel ao monte das Oliveiras, e, unindo-se à multidão que acompanhava Jesus, deixou-se tomar pela inspiração do momento e ajudou a avolumar a aclamação: ‘Bendito o que vem em nome do Senhor. ’ Mt 21:9.” HR, 370. A glória dessa vinda pública em passeata chamou a atenção e preparou o ambiente para o encerramento do ministério de Jesus.

Nosso Senhor tinha ainda muita coisa a fazer antes de entregar Sua vida “em resgate de muitos”. O Rei foi à Sua casa e purificou-a pela segunda vez da profanação comercial, e reensinou aos que ali estavam que o templo de Deus é casa de oração para todos os povos, e não um lugar para feiras, livres conversas, ponto de encontro social e coisas assemelhadas.

Ato contínuo entrou no templo, fez várias curas e derramou em ensino preciosas palavras de graça e amor ao povo petrificado pelo pecado e o mundanismo. Mas os invejosos prelados de Israel não puderam suportar a aclamação popular de Cristo e repreenderam-nO porque o povo louvava a Deus pelo que estava sucedendo. Em resposta, Jesus citou as Escrituras Sagradas, que os eruditos judeus julgavam conhecer a fundo, e mostrou-lhes que nada entendiam senão de ensinamentos e tradições humanos.

Antes de contar a todos a parábola das bodas e a necessidade de os ouvintes serem revestidos dos trajes de justiça divina, expôs-lhes a parábola dos dois filhos censurando-lhes a dureza de coração e a rejeição ousada da mensagem de João Batista, que criticava sua religião formal e externa e os chamava ao verdadeiro arrependimento dos pecados.

Em seguida o Salvador, através da parábola dos lavradores maus, encaixou-os na categoria de assassinos de profetas e dos mensageiros de Deus, de povo de coração endurecido e contumaz. Falou-lhes da secular apostasia de Israel produzida por seus maus líderes desde os tempos dos profetas. Antecipou-lhes também que eles matariam o Filho do Dono da vinha, que não era outro senão quem lhes falava.

Profetizou-lhes que perderiam a exclusividade de povo de Deus por não cumprirem o papel que lhes estava designado. A graça para serem povo santo e nação sacerdotal fora-lhes abundantemente derramada desde os tempos de sua formação. Todos os esforços que o Céu pôde fazer foram rechaçados. Agora o reino lhes seria tirado e dado a outro povo, a igreja de Cristo composta de judeus e gentios, que produziriam os frutos esperados por Deus.

Deixou claro que os líderes e a nação que os seguia nada poderiam fazer contra a Rocha dos Séculos. Poderiam matar o Salvador, mas esse hediondo ato só lhes acrescentaria mais a lista de crimes contra o Céu.

A parábola das bodas deixou bem explicado o fato de que eles estavam rejeitando a amorosa graça de Deus e preferindo ficar com suas vestes de tradição, orgulho, presunção e formalismo. Assim como o homem sem a veste nupcial foi posto para fora do recinto festivo, seriam eles expulsos da terra prometida, seu templo seria destruído e eles humilhados até o pó, caso não se arrependessem. Deus não os rejeitara como indivíduos, mas eles não mais podiam representar-Lhe o sagrado Nome.

 

Banhando-se para as bodas

“Foi-me mostrado que, se o povo de Deus não fizer esforços, de sua parte, mas esperar apenas que sobre eles venha o refrigério, para deles remover os defeitos e corrigir os erros; se nisso confiarem para serem purificados da imundícia da carne e do espírito, e preparados para tomar parte no alto clamor do terceiro anjo, serão achados em falta. O refrigério ou poder de Deus só atingirá os que se houverem para ele preparado, fazendo o trabalho que Deus ordena, isto é, purificando-se de toda a impureza da carne e do espírito, aperfeiçoando-se em santidade, no temor de Deus. Testimonies, vol. 1, pág. 619.

SEGUNDA

O convite do rei

A mesma figura do casamento é apresentada na parábola do capítulo 22 de Mateus, onde claramente se representa o juízo de investigação como ocorrendo antes das bodas. Previamente às bodas vem o rei para ver os convidados (Mt 22:11), a fim de verificar se todos têm trajes nupciais, vestes imaculadas do caráter lavadas e embranquecidas no sangue do Cordeiro (Ap 7:14). O que é encontrado em falta é lançado fora, mas todos os que, sendo examinados, se verificar terem vestes nupciais, são aceitos por Deus e considerados dignos de participar de Seu reino e assentar-se em Seu trono. Esta obra de exame do caráter, para determinar quem está preparado para o reino de Deus, é a do juízo de investigação, obra final do santuário do Céu.” CSS, 101.

Quem eram os convidados do rei? Os servos do monarca proclamaram duas vezes o generoso convite do rei em uma cidade especial do reino, provavelmente sua capital. Mas, surpreendentemente, os convidados não quiseram ir a despeito da elevada honra a que estavam sendo chamados. O espírito de secularismo os levou a pensarem mais em seus negócios e atividades lucrativas. Ainda por cima, alguns deles maltrataram e mataram os enviados reais. Aqui é dada a pista inicial para a identificação dos mal-agradecidos e assassinos. O rei sentindo-se tremendamente ultrajado enviou seus exércitos que passaram a fio de espada todos os habitantes daquela cidade. Não era preciso ser um gênio para saber que Jesus estava se referindo a Jerusalém e seus oligarcas (partidários de pequenos partidos que exercem domínio sobre a população), sacerdotes, escribas, fariseus e doutores da lei. Tanto foi assim que, depois de ouvirem a parábola os fariseus conspiraram achar algo para condenar Cristo. “Então, retirando-se os fariseus consultaram entre si como O surpreenderiam em alguma palavra.” (Mt 22:15)

No capítulo 23, verso 37 Jesus deixou mais claro ainda as figuras criminosas da nação e especificou a cidade condenada: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis Eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!”

Mas a parábola não termina com os judeus. Visto que rejeitaram acintosamente o convite do rei, este rei ordenou que aqueles que os judeus consideravam menos dignos e das mais baixas classes sociais, fossem convidados a granel. Não importava se fossem bons ou maus, merecedores ou imerecedores (isso incluía os gentios a quem desprezavam com ódio xenofóbico), o convite devia ser estendido a todos. Assim é o evangelho de Cristo. Todos são chamados.

Talvez alguns dos convidados tenham ficado receosos porque não tinham vestes dignas para apresentar-se no palácio real. Ficaram depois surpresos ao saber que o rei tinha providenciado ricas vestes para todos. Era só falar com os oficiais do rei que eles guiariam os convivas a um salão especial onde cada um encontraria vestes festivais do seu tamanho.

O rei pessoalmente veio verificar se tudo estava em ordem para o banquete e se todos os convidados estavam a postos e trajados de maneira devida. Mas, “um homem não trazia a veste nupcial” (Mt 22:12). Esse episódio, diz a Sra. White, refere-se ao juízo de investigação (ver o parágrafo um dos comentários de hoje).

Rejeitai vossas próprias vestes e ponde a veste nupcial que Cristo preparou. Então podeis sentar-vos nos lugares celestiais com Cristo Jesus. Deus dá as boas-vindas a todos os que vão ter com Ele assim como estão, não se apoiando em sua própria justiça, não procurando justificar o próprio eu, não reivindicando méritos pelo que chamam de boas ações, nem se orgulhando de seu pretenso conhecimento. Enquanto tendes andado e trabalhado em mansidão e humildade de coração, tem sido efetuada uma obra em vosso favor - uma obra que só Deus pode fazer. ‘Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade. ’ Fp 2:13. Essa boa vontade é ver-vos permanecendo em Cristo, descansando em Seu amor.” E Recebereis Poder, p. 299.

Você sabe onde é o vestiário real? “Lembrai-vos, porém, de que todos os que forem encontrados trajando a veste nupcial terão vindo de grande tribulação. As poderosas vagas da tentação se abaterão sobre todos. Mas a longa noite de vigilância, luta e aflição está quase terminada. Cristo virá em breve. Preparai-vos! Os anjos de Deus estão procurando desviar-vos de vós mesmos e das coisas terrenas. Não os deixeis labutar em vão. Fé, viva fé, é o que necessitais; a fé que atua pelo amor e purifica a alma. Lembrai-vos do Calvário e do terrível e infinito sacrifício que ali foi feito para o homem. Jesus vos convida agora a ir ter com Ele assim como estais, e fazer dEle vossa força e vosso eterno Amigo.” Review and Herald, 17 de abril de 1894.

“Pela veste nupcial da parábola é representado o caráter puro e imaculado, que os verdadeiros seguidores de Cristo possuirão. Foi dado à igreja ‘que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente’, ‘sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante’. O linho fino, diz a Escritura, ‘é a justiça dos santos’. Ap 19:8; Ef 5:27. A justiça de Cristo, Seu dom, é pela fé comunicada pelo próprio caráter de cada um dos que O aceitam.” Maranata, 76.  

TERÇA

Os que foram ao banquete

“O terceiro convite para o banquete representa a pregação do evangelho aos gentios. O rei disse: ‘As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para as bodas a todos os que encontrardes. ’ Mt. 22:8 e 9.

“Os servos do rei que foram pelos caminhos, ‘ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons’. Mt 22:10. Era um grupo misto. Alguns deles não tinham maior respeito ao doador da ceia do que os que haviam rejeitado o convite. A classe primeiramente convidada não podia, como pensava, sacrificar os privilégios mundanos para comparecer ao banquete do rei. E entre os que aceitaram o convite havia muitos que pensavam somente em se beneficiar. Foram para partilhar das provisões do banquete, mas não tinham desejo de honrar ao rei.” PJ, 309.

Essa parábola revela a liberalidade divina em relação aos homens. Todos são potencialmente aptos à salvação. Jesus morreu por toda a humanidade e pagou antecipadamente o preço de libertação e vida eterna de cada ser que já viveu ou vive neste planeta. O evangelho deve ser pregado a todos, sem distinção de raça, cor, credo, etnia, condição social e cultural.

Os privilégios do evangelho da graça podem ser desfrutados, porém, somente por aquele que crê que Jesus é seu Salvador pessoal e aceita o senhorio de Cristo na vida. O rei da parábola, ao defrontar o homem sem as vestes nupciais, chamou-o de amigo, por pura cortesia e bondade. Os verdadeiros amigos de Cristo são aqueles que obedecem à guia do Mestre. “Vós sois Meus amigos, se fazeis o que Eu vos mando. Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo 15:14-15)

Muitos dos que frequentam as igrejas, como diz a lição, são mais pedras de tropeço do que componentes do edifício vivo ou da verdadeira igreja remanescente. Trigo e joio, porém, devem permanecer na igreja até ao tempo da colheita final, que será precedida pela sacudidura ou joeiramento. “O joio e o trigo devem crescer juntos até a ceifa; quando o trigo chegar ao seu completo desenvolvimento, e pelo caráter que apresentar quando amadurecido, ele se distinguirá perfeitamente do joio.” IR, 42.

“Ao mesmo tempo em que o Senhor traz para a igreja os verdadeiramente convertidos, Satanás traz para sua comunhão pessoas não convertidas... Duas influências oponentes se exercem continuamente sobre os membros da igreja. Uma influência atua a favor da purificação da igreja, e a outra a favor da corrupção do povo de Deus...” MM 59, 305.

E o que é mais grave ainda nessa questão: “Há pecadores no pastorado. Não estão eles porfiando por entrar pela porta estreita. Deus não trabalha com eles, pois não pode suportar a presença do pecado. Essa é a coisa que Sua alma aborrece. Mesmo aos anjos que estavam ao redor do Seu trono, a quem Ele amava, mas que não conservaram seu primeiro estado de lealdade, expulsou Deus do Céu com seu guia rebelde. A santidade é o fundamento do trono de Deus; o oposto da santidade é o pecado; o pecado crucificou o Filho de Deus. Pudessem os homens ver quão odioso é o pecado e não o tolerariam nem nele se educariam. Reformariam sua vida e caráter. As faltas secretas seriam vencidas. Se quiserdes ser santos nos Céus primeiramente precisais ser santos na Terra.” TM, 145.

A parábola em estudo mostra que há duas ceias: a primeira é o convite geral do evangelho para que os homens comam o Pão da Vida no banquete da verdade. “O Senhor Deus proveu um banquete para toda a raça humana. É representado na parábola como uma grande ceia onde há um festival preparado para toda pessoa. Todos quantos estão ligados com esta ceia podem desfrutar a festa celestial, que é o evangelho. Essa festa está aberta a todos quantos o recebam.” MM83, 298. A segunda é o banquete divino oferecido aos remidos depois de sua chegada triunfal no Céu, guiados pelo Líder Máximo, Cristo Jesus. Se não houver aproveitamento do generoso chamado para a primeira ceia, não acontecerá a entrada nas bodas celestiais.

A presença de Jesus na imensa festa da redenção está confirmada no evangelho: “E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai.” (Mt 26:29)

O salão das bodas celestes – “Depois de contemplar a beleza do templo, saímos, e Jesus nos deixou e foi à cidade. Logo Lhe ouvimos de novo a delicada voz, dizendo: ‘Vinde, povo Meu; viestes da grande tribulação, e fizestes Minha vontade; sofrestes por Mim; vinde à ceia, pois Eu Me cingirei e vos servirei.’ Nós exclamamos: ‘Aleluia! Glória’! e entramos na cidade. E vi uma mesa de pura prata; tinha muitos quilômetros de comprimento, contudo nossos olhares podiam alcançá-la toda. Vi o fruto da árvore da vida, o maná, amêndoas, figos, romãs, uvas e muitas outras espécies de frutas. Pedi a Jesus que me deixasse comer do fruto. Disse Ele: ‘Agora não. Os que comem do fruto deste lugar, não mais voltam à Terra. Mas, dentro em pouco, se fores fiel, não somente comerás do fruto da árvore da vida, mas beberás também da água da fonte.’" PE, 19-20.

QUARTA

Sem a veste nupcial

Não havia qualquer motivo para que o convidado “diferente” não procurasse a veste festiva. Tudo era de graça: o convite, as vestes, o banquete, a honra de participar da festa de casamento do príncipe... Ele sabia que era condição sine qua non trajar os vestidos nupciais. Isso significava honrar o rei e o príncipe, também os cortesãos ali presentes. Significava submeter-se ao protocolo da corte e ser considerado um cavalheiro digno.

Com certeza podemos afirmar que o convidado teimoso não quis se dar ao trabalho de ir ao closet e lá retirar vestes de seu tamanho. Achou que suas vestes estavam ótimas. Em outras festas que tinha assistido, nunca fora molestado por ninguém em razão das vestes que usava. Era seu costume usar uma roupa decente e isso bastava.

Contudo, sua condescendência própria afirmava que era um rebelde. Não se submeteria aos protocolos da corte. Quem sabe ele achasse que se assentando num dos lugares mais ocultos da mesa do banquete, podia ser ignorado.

Em verdade, esse homem estava trajado com os trajes de sua própria escolha, ou de justiça própria.

Vindo o rei para vistoriar o salão de festas, deparou facilmente o homem com vestidos cinzentos. Ele se destacava dentre os outros convidados. Todos com vestes talares e coloridas e ele com o traje cinzento. Lembremo-nos de que esse homem fazia parte da segunda remessa de convites. Achava-se entre os “bons e maus”.  Mas não se deu conta da altíssima honra que lhe estava sendo conferida.

Talvez não esperasse que o rei, em pessoa, viesse até ele entrevistá-lo. Seu plano era comer, beber, alegrar-se e depois ir embora para os seus afazeres.

Quando o rei entrou para ver os convidados, foi revelado o verdadeiro caráter de todos. A cada um foi provido um vestido de bodas. Essa veste era uma dádiva do rei. Usando-a, os convidados demonstravam respeito ao doador da festa. Um homem, porém, estava com seus trajes comuns. Recusara fazer a preparação exigida pelo rei. A veste provida para ele com grande custo, desdenhou usar. Deste modo insultou seu senhor.” PJ, 309.

“Os convivas às bodas foram inspecionados pelo rei. Só foram aceitos os que obedeceram aos seus requisitos e usaram o vestido nupcial. Assim ocorre com os convidados para a ceia do evangelho. Todos são examinados pelo grande Rei e só serão recebidos os que trajarem as vestes da justiça de Cristo.” Idem, 312. A justiça de Cristo não encobrirá pecado algum acariciado. O homem pode ser intimamente transgressor da lei; todavia, se não comete um ato visível de transgressão, pode ser considerado, pelo mundo, possuidor de grande integridade. A lei de Deus, porém, lê os segredos do coração. Todo ato é julgado pelos motivos que o sugeriram. Somente quem estiver de acordo com os princípios da lei de Deus, permanecerá em pé no Juízo.” Idem, 316.

“Os que rejeitam o dom da justiça de Cristo estão rejeitando os atributos de caráter que os constituiriam filhos e filhas de Deus. Rejeitam aquilo que, unicamente, lhes poderia conceder aptidão para um lugar na ceia de bodas.” Ibidem.

“Triste será o retrospecto naquele dia em que os homens defrontarem face a face a eternidade. Toda a vida se apresentará justamente como foi. Os prazeres, riquezas e honras do mundo não parecerão tão importantes. Os homens hão de ver que somente a justiça que desprezaram é de valor. Verão que formaram o caráter sob a sedução enganadora de Satanás. As vestes que escolheram são o estigma de sua aliança ao primeiro grande apóstata. Então hão de ver a conseqüência de sua escolha. Terão conhecimento do que significa transgredir os mandamentos de Deus.” Idem, 318.

QUIN TA

A investigação

Se o Rei tomou todas as providências para que cada convidado tivesse as vestes nupciais para trajar, por que Ele, pessoalmente, tem de fazer uma vistoria no salão antes de dar início à festa?

Parece incrível afirmar isto, mas o próprio Deus está sendo “julgado”. Satanás usou todos os recursos de mídia ao seu alcance para denegrir o caráter divino e apontá-Lo como tirano, injusto, vingativo e impiedoso. Divulgou sua calúnia por todo o Universo. Começou por seus subordinados alados, espalhou-a pelos mundos habitados e depois fez o homem acreditar na maior mentira de todas.

Valendo-se de sua projeção pessoal e influência, colocou em dúvida a integridade divina. E quantos acreditaram no grande embusteiro!

Hoje, ainda, a maioria crê que Deus não passa de um ser que usa Seus poderes para castigar, abafar rebeliões, destruir vidas e divertir-Se com o sofrimento de Suas criaturas.

Embora não deva satisfações a ninguém, o bondoso Pai quer que todos os seres pensantes criados vejam a justeza e a exatidão impecável de Seus juízos e procedimentos. O juízo investigativo, além de reivindicar a justiça de Cristo para os santos, mostra a perfeição inatacável e irreplicável dos caminhos jurídicos do Juiz de toda a Terra.  Ninguém poderá levantar-se no Dia Final e dizer que sua condenação foi injusta, que ele não teve oportunidade de defesa ou que essa lhe foi cerceada. Os autos divinos lá estarão para mostrar o imensurável esforço do Juiz para salvar a todos. As oportunidades propiciadas aos homens estão pormenorizadamente elencadas nos processos. As rejeições, as obstinações, os contra-ataques à graça infinita... tudo será posto às claras.

No dia do juízo final, toda alma perdida compreenderá a natureza de sua rejeição da verdade. A cruz será apresentada, e sua real significação será vista por todo espírito que foi cegado pela transgressão. Ante a visão do Calvário com sua misteriosa Vítima, achar-se-ão condenados os pecadores. Toda falsa desculpa será banida. A apostasia humana aparecerá em seu odioso caráter. Os homens verão o que foi sua escolha. Toda questão de verdade e de erro, na longa controvérsia, terá então sido esclarecida. No juízo do Universo, Deus ficará isento de culpa pela existência ou continuação do mal. Será demonstrado que os decretos divinos não são cúmplices do pecado. Não havia defeito no governo de Deus, nenhum motivo de desafeto. Quando os pensamentos de todos os corações forem revelados, tanto os leais como os rebeldes se unirão em declarar: ‘Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos. Quem Te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o Teu nome?... Porque os Teus juízos são manifestos. ’ Ap 15:3 e 4.” DTN, 58.

A segunda investigação – Quando o Grande Conflito neste mundo terminar e os santos forem assuntos ao Céu com Cristo, terão a honrosa tarefa de auxiliar a Deus no exame de justiça da condenação dos ímpios. Cada caso será examinado e ver-se-á a perfeita justiça divina dos veredictos condenatórios. Mil anos terão os justos para consultar os processos divinos e avaliar a perfeição e o infinito amor do Todo-Poderoso. Mesmo Satanás reconhecerá que sua condenação é justa. “Satanás vê que sua rebelião voluntária o inabilitou para o Céu. Adestrou suas faculdades para guerrear contra Deus; a pureza, paz e harmonia do Céu ser-lhe-iam suprema tortura. Suas acusações contra a misericórdia e justiça de Deus silenciaram agora. A exprobração que se esforçou por lançar sobre Jeová repousa inteiramente sobre ele. E agora Satanás se curva e confessa a justiça de sua sentença.” GC, 670.

 

Lição 12 – 11 a 18 de junho de 2011

MAIS IMAGENS DE VESTES

VERSO EM DESTAQUE: “Por que dizia: Se eu apenas Lhe tocar as vestes, ficarei curada.” (Mc 5:28)

Interessante! A primeira coisa que o casal edênico perdeu após cometer pecado foram as vestes. Logo em seguida vemos um segundo “modelo” de vestimenta – as folhas de figueira. Deus não concordou com a “moda” e fez-lhes vestimentas de peles, muito mais adequadas e representativas.

À medida que o tempo transcorria, o homem aprendeu a fiar, coser e preparar roupagens para o clima próprio de sua região. Novos elementos foram sendo acrescentados ao traje como capas, turbantes, véus, cintos, adereços e peças extras de pedrarias, ouro e prata. Quando os homens começaram a digladiar-se em guerras de conquista ou pilhagem, fizeram vestes de bronze e ferro (armaduras) para diminuir sua vulnerabilidade na guerra.

As Escrituras falam muito sobre vestimentas, seu uso e representatividade. Trocar vestes, lavar vestes, rasgar vestes, tirar vestes, colocar vestes, vestes alvas, vestes imundas, vestes lavadas em sangue, vestes comuns, vestes sagradas, vestes festivais ou coloridas, vestes nupciais, vestes de luto, etc.

As vestes de Cristo

Como judeu, Jesus Se vestia de acordo com os trajes comuns de um trabalhador – trajes longos, cinto, túnica inconsútil (feita de uma peça só, sem costuras) e calçava sandálias. Eles eram feitos da mesma matéria-prima que as roupagens de Seus patrícios.  Nada tinham em si de milagrosas, de campos energéticos ou reservas de poder. O poder estava no Deus-Homem e não em Suas vestimentas.

Tanto isso é verdade que quando Jesus era tocado muitas vezes pelas multidões que O comprimiam e nada acontecia.

O único elemento que podia extrair poder das vestes de Cristo era a fé inabalável.

Não é assim ainda hoje? Como podemos possuir as vestes de Cristo? Pela fé unicamente. Sem fé é impossível agradar a Cristo e receber a cobertura santa que Seu sacrifício obteve para nós.

Em Sua paixão ou sofrimento e morte, vemos a troca ou o despojamento de várias roupagens: Suas próprias roupas inicialmente, um manto real resplandecente (Jo 19:2), foi despido de Sua túnica, de Suas vestes ao ser crucificado. Depois de morto foi envolvido em lençóis de linho

Os atos de Jesus que envolviam Seu traje possuem profundo sentido. É o que vamos buscar, com o auxílio do Autor da Verdade, o Espírito, descobrir nesta semana.

DOMINGO

“Quem Me tocou nas vestes?”

Hemorragia crônica (doze anos de duração) com piora do quadro clínico. Esse era o estado da pobre e anônima mulher que procurou aproximar-se de Cristo. Não sabemos se a enfermidade era de origem uterina, intestinal ou de outra causa.

Ela estava desenganada dos médicos. Isto é, não tinha muito tempo de vida pela frente. Os tratamentos que fizera em todo esse tempo (“muito padecera à mão de vários médicos” (Mc 5:26 p.p.) apenas definharam-lhe as forças. Não tinha mais esperança de cura. O relato evangélico dá evidência de que era uma senhora de certas posses e gastara tudo quanto possuía em consultas e medicamentos (v. 26 s.p.). Além do estado patológico, imaginemos sua condição psíquica. Prostração, desesperança, falta de perspectiva futura, baixa autoestima por causa do estigma de ser “imunda” cerimonialmente. Não podia participar das festas espirituais e nem frequentar a sinagoga. Era uma excluída da sociedade. De que valia viver?

Então ouviu falar de Jesus. Disseram-lhe que esse homem era um poderoso rabino Galileu que, além de ensinar coisas novas e maravilhosas, curava todo e qualquer tipo de enfermidade. Contaram-lhe que cegos viam, surdos ouviam, paralíticos andavam, coxos saltavam ao toque misterioso do Galileu. As pessoas testemunharam que doentes que apenas Lhe tocaram as vestes voltaram no gozo pleno de sua saúde. O Espírito gentil do Senhor Deus infundira esperança no coração da pobre mulher e ela resolveu procurar Jesus.

Informou-se acerca de Seu possível itinerário e, a despeito de sua debilidade física, dirigiu-se até o local onde sabia estar o Mestre começou a forçar passagem entre a multidão que se acotovelava em torno de Cristo.

A divina sensibilidade de Jesus fez com que Ele lhe facilitasse as coisas. Procurou encaminhar-se na direção da enferma. O terno e amoroso Salvador sabia da grande necessidade da mulher e exerceu Seu poder em infundir-lhe fé. A fé é um dom de Deus (Ef 2:8).

Ao sentir o toque espiritual de Cristo no coração ela pensou: “Se eu apenas Lhe tocar as vestes, ficarei curada.” (v. 28) Ora, mas isso parecia “cientificamente” absurdo! A fé não se importa com o que a pseudociência pensa ou afirma ou professa demonstrar. Ela fixa um alvo com base na infinita bondade e graça de Deus e procura achegar-se Àquele que pode todas as coisas.

Conseguiu! Seus esforços e a incrível colaboração de Cristo para que o toque acontecesse deram resultado maravilhoso. Ficou curada na hora. A causa infirmitatis (ou causa da enfermidade) sumiu naquele momento do toque.

Ao Ele passar, a mulher se adiantou e conseguiu tocar-lhe de leve na orla do vestido. No mesmo momento, percebeu que estava curada. Naquele único toque concentrara a fé de sua vida, e instantaneamente desapareceram-lhe a dor e a fraqueza. Sentiu no mesmo instante a comoção como de uma corrente elétrica que lhe perpassasse pelas fibras do ser. Sobreveio-lhe uma sensação de perfeita saúde. ‘Sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal.’ Mc. 5:29.” CBV, 60.  

 

A estranha pergunta de Cristo

Quem Me tocou? “’Alguém Me tocou’, disse Jesus, ‘porque bem conheci que de Mim saiu virtude.’ Lc 8:46. Ele podia distinguir o toque da fé do contato casual da multidão descuidosa. Alguém O tocara com um desígnio profundo, e recebera resposta.” Ibidem.

Ele não estava querendo conhecer simplesmente o autor do toque. Cristo bem sabia quem O tocara. A pergunta foi retórica e ao mesmo tempo didática. Cristo desejava ensinar uma lição para o povo, os discípulos e a mulher.

“Desejava inspirar esperança aos aflitos e mostrar que fora a fé que trouxera o poder restaurador. A confiança da mulher não devia ser passada por alto, sem comentário. Deus devia ser glorificado por sua grata confissão. Cristo desejava que ela compreendesse que Ele aprovava seu ato de fé. Não queria que se afastasse apenas com metade da bênção. Ela não devia ficar sem saber que Ele conhecia seu sofrimento, nem seu compassivo amor, e Sua aprovação à fé que depositara em Seu poder de salvar perfeitamente a todo que a Ele se dirige.” Idem, pp. 60-61.

SEGUNDA

Ele “tirou as vestes”

Como acontece em todos os grupos humanos, sejam grandes ou pequenos, há sempre quem queira projetar-se mais e ter maiores vantagens pessoais do que os outros. Julgam-se mais bem aquinhoados que os outros mortais e padecem de complexo de superioridade.

O “complexo de superioridade” é um distúrbio psíquico em que o indivíduo procura compensar sensações íntimas de inferioridade. O Dr. Alfred Adler, grande psicólogo e médico austríaco cunhou essa expressão para explicar certo tipo de comportamento em que o indivíduo procura convencer a si e aos outros de que ele é uma “sumidade”.  O pretenso superior vê os outros como seus subordinados e com traços de inferioridade que na verdade são dele.

Quatro discípulos de Jesus manifestaram alguns comportamentos típicos. Judas, que se achava o mais dotado do grupo; Pedro, que tomava sempre a frente dos irmãos e buscava destacar-se com declarações e ações; Tiago e João, filhos do trovão e ambiciosos carreiristas desejavam ocupar os primeiros lugares no suposto reino terrestre de Cristo. John Wycliff, o grande reformador inglês, disse numa de suas defesas perante os dignitários religiosos romanos: “Pedro e os filhos de Zebedeu, desejando honras mundanas, contrárias ao seguimento dos passos de Cristo, erraram e, portanto, nestes erros não devem ser seguidos.”

Jesus sabia que, a continuar esse duelo de ambições entre os discípulos para disputar quem deles era o maior, a obra santa se esfacelaria depois de Sua partida. Via que eles não haviam aprendido nada de Sua atitude humilde e mansa, de Seu desprendimento e vida dedicada aos semelhantes, de Sua negação própria.

Nosso Senhor ensinou-lhes que aquele que quisesse realmente ser grande aos olhos do Pai, deveria ser o servo de todos. Isso exigia total desapego ao ego.

Por ocasião do lava-pés, a cerimônia da humildade, o Deus encarnado tirou Suas vestes superiores e curvou-se aos pés dos discípulos, lavando-os e enxugando-os com carinho. “ Depois de lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou-lhes: Compreendeis o que vos fiz?” (Jo 13:12)

Jesus almejava que entendessem como deveria ser o verdadeiro discípulo do Salvador.

Cristo cobriu Sua infinita divindade e glória consumidora com o manto de carne da humanidade. “Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha: Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Pelo contrário, Ele abriu mão de tudo o que era Seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, Ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte—morte de cruz.” (Fp 2:5-8 – NTLH)

Os discípulos não entenderam a profundidade do ensino que Jesus lhes ministrou ao dizer: “Pois, no meio de vós, Eu Sou como quem serve.” (Lc 22:27)

Cristo Se pôs como cabeça da humanidade nas vestes da humanidade. Tão plena de simpatia e amor era Sua atitude que nem o mais pobre tinha receio de vir a Ele. Era bom para todos, facilmente acessível ao mais humilde. Ia de casa em casa curando os enfermos, alimentando os famintos, confortando os tristes, tranquilizando os aflitos, falando de paz ao atribulado... Ele Se dispôs a humilhar-Se a Si mesmo, a negar-Se. Não procurava distinguir-Se. Era servo de todos. Sua comida e Sua bebida era ser um conforto e um consolo a outros, era alegrar os tristes e aliviar o fardo daqueles com quem diariamente entrava em contato.” BS, 53.

“O Capitão de nossa salvação a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, para que a humanidade pudesse ser unida à divindade. O homem deve representar a Cristo. Ele deve ser longânimo com os semelhantes, paciente, perdoador e cheio de amor como o de Cristo. Quem realmente é convertido manifestará respeito por seus irmãos; ele fará como Cristo ordenou. Jesus disse: ‘Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. ’ Jo 13:34 e 35. Onde o amor de Cristo inunda a alma haverá uma expressão desse amor que será compreendida pelo mundo...” E Recebereis Poder, p. 76.

Em Cristo combinaram-se divindade e humanidade. A divindade não se degradou, para tornar-se humanidade; a divindade conservou seu lugar, mas a humanidade, pela união com a divindade, resistiu à mais feroz prova da tentação no deserto. O príncipe deste mundo chegou-se a Cristo depois de Seu longo jejum, quando estava no auge da fome, e sugeriu-Lhe que mandasse às pedras que se tornassem pão. Mas o plano de Deus, delineado para a salvação do homem, previa que Cristo conhecesse a fome, a pobreza e todos os aspectos da experiência do homem. Resistiu Ele à tentação, mediante o Poder que o homem também pode possuir. Apoiou-Se no trono de Deus e não existe homem ou mulher que não possa ter acesso ao mesmo auxílio pela fé em Deus. Pode o homem tornar-se participante da natureza divina; não vive uma alma que não possa chamar o auxílio do Céu, quando tentada e provada. Cristo veio para revelar a fonte de Seu poder, a fim de que o homem não confiasse jamais em suas capacidades humanas desajudadas.” ME1, 408-409.

TERÇA

“Nem rasgarás as suas vestes”

Na cultura ocidental quem rasga suas vestes em ato tresloucado é considerado alienado, surtado, fora de órbita. Se fizer isso em casa, os parentes internam. Se fizer na rua, pode ser preso por atentado ao pudor.

Ainda hoje, dentro da cultura judaica existe um ritual chamado keriah que expressa luto e onde as roupas dos enlutados são rasgadas. Os mestres judeus que esse rito vem dos tempos bíblicos e tomam Jacó como exemplo, quando soube da falsa notícia de que José havia sido devorado por feras selvagens. Davi fez a mesma coisa ao saber da morte de seu amigo Jônatas.

Os judeus entendem que tal cerimônia tem fins psicológicos e busca descarregar a dor e a angústia resultantes da perda de entes queridos. Rasgavam-se as roupas também por arrependimento, remorso e senso de culpa.

Ao sumo sacerdote de Israel era vedado praticar tal ação.  A lição da ES é muito explícita ao dar a razão da proibição. As vestes do sumo sacerdote representavam honra e glória porquanto eram simbólicas do caráter perfeito de Cristo.

Veja o que Moisés disse ao irmão e seus sobrinhos que restaram da família de Aarão: “Moisés disse a Arão e a seus filhos Eleazar e Itamar: Não desgrenheis os cabelos, nem rasgueis as vossas vestes, para que não morrais, nem venha grande ira sobre toda a congregação; mas vossos irmãos, toda a casa de Israel, lamentem o incêndio que o Senhor suscitou.” (Lv 10:6) Era lei inapelável para a maior autoridade eclesiástica do povo de Israel. “O sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça foi derramado o óleo da unção, e que for consagrado para vestir as vestes sagradas, não desgrenhará os cabelos, nem rasgará as suas vestes.” (Lv 21:10)

Pelo menos tanto quanto nos conste, nos registros bíblicos Caifás foi o único da linhagem sumo sacerdotal que desprezou totalmente a lei levítica, procurando fazer uma mise-en-scène (fingimento, simulação, impostura) a fim de condenar Jesus por blasfêmia.  O Pr. Enéas Tognini, ex-presidente da Convenção Batista Nacional e da Sociedade Bíblica do Brasil comentou esse episódio: “No caso de Jesus, a reunião era ilícita por estar sendo realizada à noite... Os 72 membros do Sinédrio precisavam de testemunhas, mas no fim só acharam duas que torceram as palavras de Jesus. Jesus nada respondeu às acusações absurdas; mas rompeu o silêncio para confirmar ser o Messias, quando o sumo sacerdote O instigou a um juramento. Isto (dizer ser o Messias era considerado blasfêmia para os judeus e passível de morte, pois Jesus estava Se igualando a Deus. Os judeus nem levaram em conta a hipótese de que Jesus falava a pura verdade, sendo, portanto, totalmente inocente do crime pelo qual foi crucificado. Jesus, uma vez condenado, foi exposto ao escárnio dos membros do Sinédrio, uma situação totalmente ilícita.”

“Quando Caifás rasgou as vestes, esse ato significou o lugar que, para com Deus, os judeus ocupariam daí em diante, como nação. O povo outrora favorecido por Deus estava-se separando dEle, e se tornando rapidamente um povo rejeitado por Deus. Quando, sobre a cruz, Cristo exclamou: "Está consumado" (João 19:30), e o véu do templo se rasgou em dois, o Santo Vigia declarou que o povo judeu rejeitara Aquele que era o protótipo de todos os seus tipos, a substância de todas as suas sombras. Israel se divorciara de Deus. Bem podia então Caifás rasgar as vestes oficiais, que indicavam pretender ele ser representante do grande Sumo Sacerdote; pois não mais tinham elas qualquer significação para ele ou para o povo. Bem podia o sumo sacerdote rasgar as vestes em horror por si mesmo e pela nação.” DTN, 709.  

Quando Estêvão, o diácono-mártir defendeu biblicamente a messianidade de Cristo perante o Sinédrio, o sacerdote (sumo) fez a mesma coisa. Dois gravames ou ofensas graves em pouco tempo. Certamente era o mesmo que condenara Jesus. “Ao atingir Estêvão este ponto, houve um tumulto entre o povo. Quando estabeleceu conexão entre Cristo e as profecias, e falou, como fizera, a respeito do templo, o sacerdote, pretendendo estar tomado de horror, rasgou as vestes. Para Estêvão, este ato foi um sinal de que sua voz logo silenciaria para sempre. Viu a resistência que encontraram suas palavras, e compreendeu que estava a dar seu último testemunho. Embora no meio de seu sermão, concluiu-o abruptamente.” AA, 100.

QUARTA

Vestes de zombaria  

“Tomou, então, Hanum os servos de Davi, e lhes rapou metade da barba, e lhes cortou metade das vestes até às nádegas, e os despediu.” (II Sm 10:4)

Eis um exemplo de zombaria praticada por Hanum, filho do rei dos amonitas, contra os emissários de Davi. Os israelitas não raspavam a barba e tomavam o maior cuidado para mantê-la sempre alinhada e bem apresentável. Ao mandar raspar metade da barba dos israelitas, Hanum expô-los ao ridículo bem como zombou de Davi a quem eles representavam. Além disso, as vestes daqueles homens foi rasgada até às nádegas, mostrando-lhes a nudez. A atitude imprudente provocou um conflito armado em que os amonitas foram derrotados.

“Tiraram a roupa de Jesus e O vestiram de uma capa vermelha [outras traduções vertem ‘escarlate’).” (Mt 27:28 – NTLH)

Imagine a Majestade do Céu, que abriu mão de Sua glória incomparável para nos salvar, sendo agora exposto publicamente e zombado com um velho manto real brilhante a Lhe cobrir. Simplesmente assombroso! Deus sendo humilhado e escarnecido por homens ímpios e desvairados e sofrendo calado! O que fez o amor divino por nós?! Quem poderá entendê-lo?

A surpresa final dos zombadores – No dia da segunda vinda de Cristo “... os mesmos que puseram nEle o manto de púrpura e Lhe colocaram sobre a fronte a coroa de espinhos, e os que Lhe perfuraram as mãos e os pés com os cravos, olham para Ele e pranteiam.” Manuscript Releases, vol. 9, pág. 252.

Escárnios durante o ministério de Jesus

Os fariseus escarneciam de Cristo; criticavam a simplicidade de Sua linguagem, a qual era tão clara que as crianças, os idosos e o povo comum O ouviam com prazer e ficavam encantados com as Suas palavras. Os saduceus também zombavam dEle pelo fato de Seus discursos serem muito diferentes de tudo o que era proferido por seus governantes e escribas. Esses mestres judeus falavam em tons monótonos, e os textos escriturísticos mais claros e preciosos se tornavam desinteressantes e ininteligíveis, encobertos sob tal acervo de tradição e conhecimento erudito que depois de os rabis haverem falado, o povo conhecia menos do significado das Escrituras que antes.” FEC, 242-243.

O insuflador das zombarias no sítio da cruz – “Instrumentos satânicos coligaram-se com homens maus em levar o povo a crer que Cristo era o maior dos pecadores, e torná-Lo objeto de abominação. Os que escarneciam de Cristo, enquanto pendia da cruz, estavam possuídos do espírito do primeiro grande rebelde. Ele os enchia de vis e aborrecíveis expressões.” DTN, 760.

Os homens ainda escarnecem de Cristo e Sua religião

Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes.” (Mt 25:40)

Ofensas indiretas - Cristo considera os maus-tratos infligidos a Seus seguidores como feitos diretamente a Ele, e “lhes toma as dores”. Hoje os fiéis seguidores do humilde e manso Nazareno são motivo de pilhérias por causa de seu estilo de vida estrito. São considerados esquisitos porque diferem do mundo em tudo. Que toda preocupação da alma seja tornar-se exatamente o que Cristo foi em Sua obra. Não devemos assumir compromisso algum com os hábitos e práticas do mundo. Cumpre-nos permanecer sobre a plataforma da verdade eterna, da verdade pura, não adulterada. Nisso podemos ser considerados esquisitos; essa, porém, é a sorte de todos os que fazem de Cristo a sua porção. Cada obreiro que se encontra em setores médicos-missionários deve tornar essa obra um sucesso vivendo em ligação com o Grande Obreiro.” Manuscrito 96, 1898.

Ofensas diretas - Como se não bastasse, os roteiristas, produtores, diretores e atores de Hollywood zombam das coisas religiosas em suas películas. Não há o mínimo respeito com relação ao uso do nome do Senhor Deus e de Cristo.  A Lei de Deus é vilipendiada com roteiros e histórias apologéticas de crimes, traições, adultérios, perversão, impurezas, furtos, roubos e desprezo aos valores cristãos. Jesus continua sendo zombado. Mas Ele tem piedade daqueles que não sabem o que fazem, porém, se não se arrependerem, colherão os frutos de sua vil semeadura.

De uma coisa os homens precisam lembrar-se antes que finde o tempo da graça: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” (Gl 6:7) 

QUIN TA

“Repartiram entre si as Minhas vestes”

"Cães Me cercam; uma súcia de malfeitores Me rodeia; traspassaram-Me as mãos e os pés. Repartem entre si as Minhas vestes e sobre a Minha túnica deitam sortes." (Sl 22:16 e 18). Este texto é claramente messiânico e foi escrito aproximadamente 900 anos antes da ocorrência do fato profetizado.

A extrema humilhação do Filho de Deus foi mostrada aos hebreus e registrada num livro que seria muito usado pela nação ao longo dos séculos, para que pudessem discernir o caráter do Cordeiro quando Ele viesse. Era a prova máxima dada por Deus de Seu amor pelos pecadores e de que o Messias não seria um rei glorioso e vitorioso na Terra em termos político-militares, como se passou a conceituar após o exílio babilônico, mas o Maior dos sofredores, o Inocente que pagaria pelo que não fez, isto é, por todos os pecados da humanidade.

Vestes em quatro partes – Os vestidos de Cristo foram divididos em quatro partes. Uma parte para cada soldado. Seriam para eles como trunfos memoriais de um trabalho feito, assim como faziam com os despojos das nações vencidas pelos poderosos exércitos romanos. Provavelmente tenham cortado o traje. Mas a túnica julgaram melhor não cortá-la. Não teria muito valor retalhada. Jogaram sortes para ver quem ficava com ela, e cumpriram exatamente a profecia.

Segundo o Prof. Dr. Rodrigo Silva, arqueólogo, filósofo e professor de teologia, Cristo foi desnudado completamente e exposto à vergonha pública. Assim faziam com todos os crucificados. Os judeus eram muito cuidadosos em usar vestes que não expusessem partes íntimas do corpo. Nudez era símbolo de extrema vergonha. O primeiro Adão ficou nu ao pecar; o segundo Adão ficou nu ao tomar sobre si os pecados de toda a humanidade. Que preço! Aquele que era o mais exaltado do Céu, agora Se tornou o mais humilhado do planeta a que viera salvar.

Não é à-toa que teremos uma eternidade inteira para estudar esse misterioso amor que redime.

Mas tudo isso, crudelíssimo como nos pareça, estava no plano da redenção ideado pela Divindade. O Verbo sabia o que iria acontecer com Ele na Terra nos mínimos detalhes. Todavia, não Se apegou à Sua posição divina para ficar confortavelmente em Seu trono. Arrostou todas as consequências do ato salvador. “Pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação [isto é, não se agarrou ao fato de] ser igual a Deus; antes, a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a Si mesmo Se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” (Fp 2:6-8)

“Descrevei, se é que isso é possível à linguagem humana, a humilhação do Filho de Deus, e não penseis que alcançastes o ponto culminante, quando O virdes trocando pela humanidade o trono de luz e glória que Ele tinha em comum com o Pai. Desceu Ele do Céu à Terra; e quando na Terra, suportou a maldição de Deus, como Penhor do gênero caído. Não era obrigado a isso fazer. Preferiu suportar a ira de Deus, na qual incorrera o homem pela desobediência à lei divina. Preferiu sofrer os cruéis gracejos, os escárnios, os açoites e a crucifixão.... Ele foi ‘obediente até à morte’ (Fp 2:8); mas a maneira de Sua morte foi um assombro ao Universo, pois foi morte de cruz.” MM65, 339.

Vestes retiradas; vestes postas – As vestes de Cristo foram retiradas para humilhá-Lo ainda mais. Jesus, contudo, transformou essa humilhação em vitória, provendo vestes de justiça para os desnudos pelo pecado – nós. Todo aquele que quiser tem à disposição pela graça divina as vestes com as quais cruzará os portais de pérola da cidade santa.

“Há no plano da redenção mistérios - a humilhação do Filho de Deus, o ser achado em forma de homem, o maravilhoso amor e condescendência do Pai ao entregar Seu Filho - que são para os anjos celestiais motivo de contínuo assombro... E isso será o estudo dos remidos através dos séculos eternos. Ao contemplarem a obra de Deus na criação e redenção, novas verdades continuamente se lhes desdobrarão ao espírito surpreso e deleitado. À medida que vão aprendendo mais e mais da sabedoria, amor e poder de Deus, seu espírito se lhes expandirá constantemente, e seu gozo aumentará continuamente.” TS2, 307.

 

 

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